VAZIO DE ESPERANÇA

Sobre Leandro Carvalho, penso que há um vazio de esperança dentro de Sérgio Serra.
Presidente bicolor tem apostado, acreditado que o jovem atacante pense na carreira.
Reuniu a família, alugou apartamento próximo da Curuzu para que Leandro Carvalho saísse da periferia da cidade grande.
Sérgio Serra está nesta luta inglória porque Leandro Carvalho não compareceu ao treino.
Segundo Fernando Leite, todos os jogadores foram comunicados da mudança no horário do treino: que passou da tarde de quinta-feira, 15, para a parte matinal.
Leandro Carvalho decaiu da confiança dos técnicos Lecheva, Mazola, Dado Cavalcante, Gilmar Dal Pozzo e, segundo se informa, Marcelo Chamusca não acredita mais no jovem atacante.
Será que todos esses profissionais que conviveram com Leandro Carvalho estão errados?
“Mas como não há bom sem defeito”, Leandro Carvalho tem abusado da paciência do presidente bicolor, que desta vez deve se mirar no gesto de Pôncio Pilatos.
Lembro de alguns jogadores talentosos e que deram muito trabalho para quem neles acreditavam: Paulo de Tarso, Marajó, Rildo, Joari, Alencar, Albertinho, Souza, Rafael Oliveira e em evidências, no Baenão, Eduardo Ramos e Edgar.
Paulo de Tarso, meia que batia com a canhota, teve apoio de Jouber Meira, Françoise Thin e César Moraes, mas que fora de campo tomava todas e, de ressaca, não aparecia para treinar.
Zagueiro Marajó virava o bicho na concentração quando atrasava salários e transformava prato em disco voador.
Rildo, liso, cantarolava o hino do Paysandu na concentração e ninguém ousava a encará-lo porque era bom de briga.
Joari, Alencar e Souza tomavam todas; Albertino tarado por baralho e quando recebia “bicho” se entocava na boate “Locomotiva”.
Há quem diga que Albertinho sofre da “síndrome do Leão”, porque num jogo entre PSC e TLB, no Baenão (14.11.2001), ao fazer um gol, tirou a camisa e vestiu a cara do Leão, símbolo remista que há num dos cantos do estádio “Evandro Almeida”.
Albertinho teria recebido 3 mil reais de um endinheirado bicolor para encapuzar o símbolo azulino com a camisa alviceleste.
Rafael Oliveira louco por festas de aparelhagens; as “peripécias” de Eduardo Ramos e Edgar são evidenciadas nas redes sociais.
O que há em comum entre esses profissionais é que eles foram (ou são) ótimos atletas, mas que a maioria, hoje, vive de forma humilde porque não soube aplicar o dinheiro que ganhou como atleta de futebol.
Nada contra, mas muitos, hoje, são seguranças, vigias, porteiros e “biqueiros” porque viveram o presente sem se preocupar com o futuro, e este, a nós, pertence.
O nosso futuro não pertence a Deus, como dizem os empíricos, mas a nós mesmos, e ele está a um palmo dos nossos narizes límpido e cristalino.
Por pensar que é o que não é, Leandro Carvalho deverá ser multado em seus vencimentos.
É o que há!

Destaques

Comments are closed.