NÃO HÁ DEFICIT NAS CONTAS; LEANDRO CARVALHO É UM ATIVO, E A “BABA” PODE VIR DA CONMEBOL

TONI, SERRA E MAZZUCO FALARAM SOBRE PROJETOS, FINANÇAS E FUTEBOL BICOLOR

Sérgio Serra (presidente), Toni Couceiro (vice) e Mazzuco (executivo de futebol) foram explícitos nas respostas às perguntas dos jornalistas na coletiva de quarta-feira, 28, na Curuzu.
Embora não gostando de coletiva, fui mais uma vez ao “Vovô da Cidade” com indagações pertinentes sobre os seis meses de administração Sérgio Serra, e, confesso, as minhas inquietações foram dirimidas pelos dirigentes e executivo do Clube.
Foram 55’ de perguntas e respostas, com a grande maioria dos confrades indagando sobre o futebol bicolor, e o presidente Sérgio Serra preferiu deixar que o executivo Mazzuco se pronunciasse sobre as novas contrações para fortalecer o elenco bicolor.
De forma itemizada abordarei, neste “condomínio”, os temas questionados por mim.
1 – As contas do exercício 2016, Serra revelou que não há rombo ou déficit como indagou o repórter, e o que há é que as administrações são impessoais, e que é comum entre empresas se pagar contas do exercício anterior. “Foi assim com Vandick, com Maia e com a nossa diretoria, mas que são débitos referentes aos meses de novembro e dezembro de 2016, que foram pagos em janeiro de 2017. Nada de anormal. Muito comum, mas que o Clube está honrando as contas na ponta do lápis”, disse.
2 – Sobre os empréstimos que alguns conselheiros fizeram ao Clube em 22.11.2012, em reunião do CONDEL, comandada por Felipe Fernandes, para salvar sede de leilão no TRT-PA, o presidente foi categórico: “Estas pessoas ainda não nos procuraram. ”
3 – Presidente, quero saí daqui com a certeza do futuro de Leandro Carvalho no Paysandu. “O jogador Leandro Carvalho é um ativo do Clube, mas que, no momento, estamos tratando o assunto em que ele possa ir para um clube da série A. Na B ele não joga, ” revelou.
Mazzuco: “Nós temos que ter cuidado muito grande, neste momento, para que a gente possa retomar a carreira dele num bom sentido. ” Sobre o interesse do CR, disse Mazzuco: “Não houve nenhuma tratativa neste sentido. A nossa ideia de Leandro não é Belém”, concluiu.
4 – Sobre as ausências do presidente nas festas de lançamento da LOBO e do portal do CT, em Águas lindas, Serra foi telegráfico: “Não gosto de festa; prefiro meu cantinho! ”
5 – A terceirização do estacionamento no subsolo da sede, o vice-presidente, Toni Couceiro, disse que “são três meses de experiências, mas que a finalidade, que é de atender a clientela que vai à sede, está sendo satisfatória, atendendo a demanda. ”
P.S. Ao final da entrevista, me dirigi ao estacionamento, pelo lado da Curuzu, esperando o confrade Agripino Furtado para lhe levar à Rádio Liberal, quando apareceu o presidente Sérgio Serra entrando no seu carro, e eu o abordei indagando o que ele foi fazer rapidamente na CBF: “Zé, eu e o presidente do Santa Cruz fomos à CBF assinar documento para o ressarcimento financeiro da CONMEBOL, que excluiu Paysandu e o Santa da Sul-Americana. ” “Quanto é a “babinha”, presidente? ” – Indaguei. “É uma ‘babinha’ que vai ajudar em muito nas finanças do Paysandu, ” finalizou o presidente, a esta altura já tendo ao meu lado o confrade Agripino Furtado.
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MENTAL, TÁTICO E FÍSICO

ENTRE TONI COUCEIRO E MAZZUCO, MARQUINHO REVELOU O QUE FAZER COM O ELENCO BICOLOR

A nova geração de técnicos de futebol brasileiro é articulada.
Os que por aqui têm passado algumas temporadas, demonstram poder cognitivo.
Pensam rápido, têm às respostas na ponta da língua, conhecimento vernacular, percepção do mundo que o cerca e costumam falar difícil que é para embasbacar repórteres apedeutas.
Abro parêntese: Marcelo Chamusca, que recentemente comandou o time bicolor, “oxigenou” e “surrealizou” o modo de jogar do Paysandu. Oxigenar é dar vida; surrealismo é a plasmação do real de forma irreal. Quem não conhece a História da Arte passa batido. Fecho parêntese.
Marquinho Santos chegou à sala de imprensa falando de “empirismo” e “ falso realismo” de trabalhos passados.
Ótimo técnico que por aqui passou e que é funcionário de conceituada Universidade Brasileira, certa vez me revelou que quando um repórter inicia o diálogo lhe perguntando para “fazer análise do seu time”, já sabe que o repórter não tem conhecimento de leitura do que viu e aí “deito e rolo, falando difícil”.
Como toda ciência dinâmica, o futebol muda, como muda a sua própria linguagem. Na década de 70, quando iniciei minha caminhada por essa longa praia, lá em Macapá, o atacante era conhecido como ponta-de-lança; goleiro era gol quiper etc.
No futebol não muda uma coisa: a qualidade técnica dos jogadores é essencial em qualquer time de futebol, aliás, mais importante que o esquema tático que o técnico pode armar.
Há muito erros de passes no atual elenco alviceleste; quando o Paysandu tem um time pela frente como o Goiás e o Juventude, que aqui chegaram por uma bola e conseguiram vencer e empatar, o time bicolor não sabe aplicar o antídoto: mudança de bola de um lado para o outro, o drible e a troca rápida de passes certeiros.
Ou: a qualidade individual de um jogador para fazer a diferença. Mas quem faz a diferença no atual elenco bicolor?
Não gosto de coletiva, mas fui à Curuzu à tarde de segunda-feira, 26, e ao técnico Marquinho fiz uma pergunta sobre o elenco bicolor embasada na lei de Pepe Guardiola: “Título se ganha nas últimas oito rodadas e se perde nas oito primeiras” (Do livro GUARDIOLA CONFIDENCIAL).
Pertinentemente, tem a ver com o time do Paysandu, e o técnico bicolor, com conhecimento de causa, respondeu: “…um dos motivos que me levou a aceitar o desafio foi o elenco que está montado; é claro que há as carências com a saída de Fernando Gabriel, que está sendo tratado internamente, mas sei que o elenco tem qualidade e vamos trabalhar no dia a dia para recuperar esse elenco: primeiro, mentalmente (o trabalho mental é o primeiro ponto a ser trabalhado), depois o trabalho tático, e dentro deste trabalho a dinâmica física, também; neste mês de julho temos que saber trabalhar estrategicamente para dar qualidade ao elenco para entrarmos no G4 e não sairmos mais. Tem o momento certo para entrar e para isso temos que trabalhar com regularidade para buscar o acesso”, concluiu.
Entre o estilo e a ideia de um profissional, prefiro este àquele.
A ideia de Marquinho Santos de trabalhar a equipe bicolor primeiro o mental, o tático e o físico me convenceram. O técnico bicolor pensa e saber fala do que conhece. Sucesso!
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LEANDRO CARVALHO TEM CONTRATO COM A TRAFFIC SPORTS

LEANDRO CARVALHO DEIXANDO A CURUZU COM FLÁVIO GOIANO

Pouquíssimos cartolas têm a dignidade de agradecer quando elogiados por um repórter.
No passado houve Armando Tavares (TLB), um “gentleman”; no Remo, o médico Paulo Motta, e no Paysandu, Maurício Santiago, gentil e de fino trato.
De forma educada recebi telefonema de Maurício Etining, diretor administrativo do Paysandu, insinuando que fui injusto com a diretoria bicolor ao dizer que o presidente Sérgio Serra “se cercou de despreparados” na Curuzu, por não conhecerem o mercado do futebol. É o meu pensamento.
Jamais Maurício Etining pensei em você, em outros diretores que assim como não existo para eles, eles não existem para mim.
Tenho respeito por Sérgio Serra, Toni Couceiro, Alexandre Pires, Elmar Saúde até o ponto que me respeitem como jornalista esportivo e respeitem minha opinião.
Alguns diretores do Clube já falei na lata o que penso (três homens e uma mulher), que assim como não me toleram como repórter, eu não os toleram como cartolas. Um, aliás, falei na lata, na Estação das Docas; o outro, dentro do restaurante bicolor, e a mulher, no Bar do Nego Lindo; o outro critiquei por tentar me usar para que eu revelasse que as contas do ex-presidente Alberto Maia estavam irregulares.
Senti que desde o momento que revelei a “armação” do cartola para cima de mim, e nunca teve dignidade para criticar abertamente Alberto Maia, que algumas pessoas, dentro do Paysandu, passaram a me olhar de soslaio.
Fui à Curuzu, à tarde de segunda-feira,26, para a coletiva do técnico Marquinho Santos, e pela primeira vez me ofereceram água mineral, e, como estava com desejo de água, eu e confrades, saciamos a sede. Obrigadinho!
Vice-presidente Toni Couceiro sussurra no meu ouvido que desejava falar comigo, mas “deixa para depois”. Insisti pelo celular para falar com o vice, mas me respondeu via mensagem de texto: “Desculpe, agora não posso. ”
Antes de começar o primeiro treino ao comando de Marquinho Santos, vi Leandro Carvalho deixar a Curuzu no carro do empresário Flávio Goiano. Jogador não participou do grupo de atletas que foram apresentados ao novo comandante e não participou do treino.
Monossilabicamente, Leandro Carvalho me disse estar “fora”.
Depois soube-se que Flávio Goiano, Ricardo Felicíssimo (dono da empresa G.R.SPORTES), Alexandre Pires, diretor jurídico do Paysandu, e Mazzuco, executivo bicolor, reuniram para negociar a transferência de Leandro Carvalho para o futebol português.
E o contrato que Leandro Carvalho tem com a TRAFFIC SPORTS como a empresa gerenciadora dos seus direitos econômicos?
E sobre Leandro Carvalho indaguei do novo treinador o que sabia do jovem atleta: “Leandro foi alçado ao profissional muito cedo e nesses três anos de profissional acabou cometendo alguns equívocos, erros disciplinares, é um atleta que tem potencial imenso, qualidade muito boa de jogo, mas ele tem que terminar sua formação primeiro, não é só a sua formação futebolística, mas a sua formação social, também, porque do fundo do coração acompanho o histórico dele e que ele possa ter uma história para contar aos seus netos, mas que se a cabeça hoje, com a informação que se tem, com a globalização, se este atleta não amadurecer, corrigir os erros socialmente, dificilmente alcançara o sucesso na sua carreira.”
Taí. Penso que o treinador falou tudo sobre o futuro de Leandro Carvalho na Curuzu.
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“POMBEIRO”, MEDO E ATITUDE

Às vezes me concentro para tentar ser um ser normal.
Não consigo ser porque não sou igual.
Sou irreal…os heterônimos se apossam de mim.
Perco-me na minha insensatez.
E não consigo controlar a minha “maluques”.
Embora eu tente conter a minha lucidez.
Estou parodiando Raul Seixas, diante da viralização do termo “diretor pombeiro”.
Foi o ex-técnico bicolor, Mazola, quem revelou que no “Paysandu tinha (ou tem) diretor que adorava ver pomba… no vestiário. ”
Daí eu ter criado a terminologia “diretor pombeiro”.
Vão processar o Mazola Júnior, não a mim.
A dor que me mata é que não vejo ninguém no Paysandu que mostre a cara, que chegue e fale à imprensa o que se passa com um time que tem idade avançada para uma competição longa.
Jogadores se escondem do torcedor como aconteceu no treino do dia 15 quando estava previsto para a vesperal de quinta-feira e mudou para a matinal e aí Leandro Carvalho se ferrou e deu no que deu.
Sábado,24, 20h, a delegação chega em Val-de-Cães e saiu pelo portão de serviço da INFRAERO porque dirigentes, jogadores e comissão técnica não querem encarar o torcedor. É medo?
Em seis meses de administração, Sérgio Serra está decaindo da confiança daqueles que diziam que o jovem engenheiro eletricista da ELETROBRAS estava preparado para ser o presidente bicolor.
Continuo acreditando no presidente Sérgio Serra! Confio no cristão Sérgio Serra que me revelou que nunca perdeu a esperança.
Não acredito e nem entrevisto alguns despreparados que vivem no clube com a intenção de aparecer. Não conhecem o mercado da bola. É a verdade nua e crua!
Falta ao presidente alviceleste atitude e deixar de delegar poderes para pessoas que não conhecem o mundo do futebol e dependem de um executivo que trará para a Curuzu os seus “sócios” ou apaniguados.
No início da sua administração, Sérgio Serra falou no meu gravador que não falaria antes e depois dos jogos do Paysandu. Respeitei e respeito a opinião do presidente.
Na semana passada falando para Agripino Furtado, Sergio Serra pediu ao ótimo repórter que “sobre futebol entrevistasse André Mazzuco”, o que me faz pensar que o presidente está delegando poderes a um profissional que não tem raízes e muito menos amor pela instituição.
Trouxe um goleiro neófito – Gabriel – como se aqui não tivesse um profissional com idade de 22 anos.
Não gosto da conjunção apassivadora “se”, mas se não der certo, presidente, Mazzuco vai embora com dinheiro no bolso e você continuará aqui sofrendo as consequências…e que se dane o Paysandu.
E o torcedor bicolor começa a sentir o “cheiro da perpétua” com a diretoria alviceleste:
“Meu nome é Júlio Silva, eu sou fiscal do Supermercado FORMOSA (Duque), eu queria dizer que eu sou torcedor do Paysandu desde oito anos de idade que eu já assistia jogos do Paysandu, na Curuzu, da época de Gentil Cardoso, Paysandu e Penharol, não tenho ido nos últimos jogos porque trabalho à noite, mas hoje o Paysandu se tornou um cabide de emprego, um cabide de emprego, eu nunca vi isso: o Paysandu tem departamento de cultura para fazer museu e nós precisamos de um time pelo menos para permanecer na série B; Paysandu arrecada da CEF mais de três milhões de reais, da série B são mais de cinco milhões de reais, tem as rendas, tem o faturamento da LOBO, tem o Sócio Torcedor e o Paysandu está com 25 jogadores. Um está batido, que é o Augusto Recife, nunca joga uma sequência, o outro está afastado, que é o Leandro Carvalho; eu nunca vi isso… jogar um campeonato com um meia avançado que é Diogo Oliveira, que só joga 45 minutos, e não tem um reserva… isso é brincadeira que estão fazendo com o Paysandu. Serra, estás fazendo do Paysandu um cabide de emprego. Empregaste logo o teu irmão, o Abelha, que era comentarista da Rádio Clube, e aí tem três diretores de futebol que não contratam um jogador bom? Traz o Mazzuco para contratar jogador e só sabe trazer gente lá de Curitiba. E o Paulo Ricardo? O que é isso? É o meu desabafo. Cadê os reforços, presidente Serra?
Este desabafo do torcedor Júlio Silva, funcionário do FORMOSA, está gravado nos computadores da Rádio Marajoara-AM-1130, e foi ao ar no SHOW DE BOLA, de domingo, 25.
Presidente Sérgio Serra, “a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”, e não delegando à terceiros o ato intransferível de poder do presidente do Clube que deu – e continua dando – as maiores glórias ao futebol da Amazônia.
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CANINDÉ FOI OUSADO E ENCONTROU LUGAR PARA ILAILSON, EDUARDO RAMOS E FLAMEL

Até os 27’ do segundo tempo o Remo jogou sem um atacante de ofício.
Oliveira Canindé mostrou que quando se tem meias-atacantes ousados, não precisa-se de centroavante de ofício, a não ser quando este é “gênio de área” como foi Romário.
Pelo grupo A, da série C, ganhou de 3 a 2 do Moto Clube merecidamente porque tem dois jogadores ousados atuando pelas beiradas: Edgar e Pimentinha.
Atuando com João Paulo à frente dos zagueiros, Ilailson e Flamel, um de cada lada, atuando como meias de ligações; Eduardo Ramos à frente; Edgar e Pimentinha jogando abertos, mas fechando em diagonais. Deu certo.
Moto Clube tem em Vitinho e Valber os seus jogadores mais técnicos fazendo transições do meio para o ataque com Rafael e Raí atuando pelos lados.
O gol de abertura do jogo começou com Pimentinha, que cruzou para cabeceio de Léo Rosas, que na trajetória da bola sobrou para Edgar concluir: 1 a 0, aos 7’.
Em bola lançada para o lado direito, Rafamar recebeu e avançou metendo cruzado na área do Remo, que Bruno Costa tentou desviar o chute e a bola foi parar no fundo da rede do goleiro Vinicius: 1 a 1, aos 28’.
Avançando o sistema de meio-campo e tocando a bola no campo remista, Moto apresentava melhor estrutura técnica pelos passes curtos e certeiros entre Rafamar, Valber e Vitinho.
Pelo lado azulino, Léo Rosas, ala direito, e Gerson, esquerdo, não se houverem bem, e o seis azulino foi vaiado pelos torcedores pelo excesso de passes errados.
O segundo gol do time motense chegou após triangulação entre Rafamar para Valber que meteu cruzado para a conclusão de Vitinho: 2 a 1, aos 40’.
Explorando a velocidade de Pimentinha, que chuta com a esquerda, mas se posiciona pela direita, fazendo o “facão”, o gol de empate do Remo surgiu do cruzando do “sargento Pimenta” que houve rebote frontal da zaga: Flamel meteu o peito do pé direito na bola encobrindo o goleiro Márcio: 2 a 2, aos 46’.
Com as mudanças processadas nos times, no segundo tempo, quem foi bafejado pela sorte foi o técnico Oliveira Canindé, ao tirar Flamel para a entrada de Nino Guerreiro; Labarthe no posto de Ilailson e Gabriel Lima no lugar de Pimentinha.
Com a saída de Rafamar, time motense perde a referência na frente, porque Gerson não deu liga.
Jogando avançado, Eduardo Ramos passa a jogar dentro da área do Moto Clube que despontava com as ótimas performances de Lula e Michel.
Explorando a esquerda, O Remo encontrou o gol da vitória em cruzamento de Edgar para a área que sobrou para Gabriel Lima e concluiu para o gol decretando a vitória remista: 3 a 2, aos 46’ da etapa final!
Com 11 pontos, Clube do Remo permanece entre os 4 classificados.
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IDADE AVANÇADA PARA UMA COMPETIÇÃO LONGA

Como se não bastasse a idade alta da maioria dos jogadores do Paysandu, Rogerinho Gameleira entregou o jogo ao tirar Diogo Oliveira para a entrada de Lucas Taylor.
Depois de um primeiro tempo aplicado na marcação, atuando com duas linhas de 4 e não dando espaço ao time do CRB, o Paysandu tornou-se apático, no segundo tempo, e Edson Ratinho, infiltrado pela direita, armou e desarrumou com a zaga bicolor.
Time de Dado Cavalcanti veio todo para cima do Paysandu tocando a bola e acabou virando a partida para 2 a 1, e o Papão despenca na classificação, há seis jogos sem vencer.
A única jogada em que o time de Rogerinho demonstrou qualidade na saída de bola aconteceu aos 3’ do primeiro tempo quando Jhonnatan serviu de calcanhar metendo nas costas do lateral Diego, e Ayrton cruzou para a penetração de Marcão entre os zagueiros e fez Papão 1 a 0.
O meio-campo do time de Dado Cavalcanti não criou e as bolas eram rifadas pelos meias Danilo Pires e Chico que não encontraram o atacante Zé Carlos.
Ainda no primeiro tempo, time alagoana teve três ótimas oportunidades para empatar e passar à frente no placar: Danilo Alves forço Emerson a fazer excelente defesa em tiro direto; Edson Ratinho, Zé Carlos que meteu no poste lateral esquerdo de Emerson e Adalberto em cabeceio para fora.
Na base da vontade, Dado Cavalcanti mudou a história do jogo determinando que os jogadores de meio-campo explorassem a velocidade de Ratinho pelo setor esquerdo bicolor porque Pery jogou muito no primeiro tempo.
Pery e Ayrton são jogadores de idade avançada e só jogam um tempo. Dado sabendo disso, explorou o setor esquerdo da zaga alviceleste e aí encontrou o caminho para a vitória.
Aos 4’ Chico mete no travessão de Emerson e no rebote da zaga bicolor sobrou para Ratinho que meteu direito decretando o empate em 1 a 1.
Com a saída de Diogo Oliveira para a entrada de Lucas Taylor, Paysandu perde o poder criativo e se encolhe chamando o time alagoano para a zaga, que era desequilibrada pelas jogadas em velocidade de Ratinho.
Aos 16’, em jogada de Ratinho, o zagueiro Flávio Boaventura decretava a quarta derrota bicolor e o sexto sem vencer.
Time do Paysandu é um elenco de idade avançada; Capanema não tem recuperação; os dois alas (Ayrton e Pery) só jogam um tempo e com toda a rebeldia de Leandro Carvalho ele é útil ao time bicolor.
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CARAJÁS BUSCA PARCEIROS PARA CONSTRUÇÃO DO SEU CT

MAQUETE DO HOTEL QUE FARÁ PARTE DO CT DO CARAJÁS

Não foi à toa que Luís Omar Pinheiro abandonou a ideia de concorrer à presidência da FPF.
Dia 4 de agosto (data de aniversário de Maurício Bororó) será a eleição na boate da TLB.
Omar e José Ângelo Miranda ensaiaram uma chapa para concorrer, mas a ideia não vingou.
A princípio, Zé Ângelo estava propenso a largar tudo, inclusive a presidência do CONFIS bicolor.
Atendendo apelos de bicolores, Zé Ângelo continua a presidir o Conselho Fiscal do Paysandu.
Adelcio, Bororó e Paulo Romano não deverão ter concorrentes à eleição da Casa do Futebol.
Com área de 100 mil m², em Outeiro, o CARAJÁS é a menina dos olhos de Luís Omar Pinheiro.
3 campos para treinamento, uma arena com capacidade para 10 mil pessoas, hotel com 40 apartamentos, restaurante e um píer às margens do Rio Maguari é o projeto que está na maquete do CARAJAS ESPORTE CLUBE.
Com o projeto em mãos, Luís Omar irá à CBF conversar com o coronel Nunes, vice da entidade.
Além de buscar parcerias com empresários do Sudeste e Sul do País para a implantação da estrutura mostrando que o embrião já existe com 250 jovens pertencendo às diversas categorias de base do “Pica-Pau”.
No mês de julho, Luís Omar fará um périplo à Europa, passando por Portugal, Espanha e França, levando a tiracolo o seu projeto para mostrar a investidores internacionais e buscar parceiros.
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TÉCNICO DO PAYSANDU ESTÁ EM BELÉM

TÉCNICO MARQUINHO SANTOS ESTÁ EM BELÉM E SERÁ APRESENTADO SÁBADO

Fugindo da imprensa, o técnico Marquinho Santos está em Belém desde quarta-feira, 21.
Presidente Sérgio Serra e diretoria não confirmam, mas fontes reais indicam que o técnico, que é amicíssimo de André Mazzuco, executivo bicolor, conversou com a alta cúpula do Papão e será apresentado no sábado à imprensa paraense, no estádio da Curuzu.
Marquinho Santos já teria indicado alguns jogadores à diretoria alviceleste. É aguardar!
DIVERGÊNCIAS
Advogado Antônio Miléo e o deputado Milton Campos estão querendo bancar a contratação de Betinho “Pop Som”, ex-Paysandu, que em maio deste ano foi liberado pelo Cuiabá.
Marco Antônio Pina, “Magnata”, diretor de futebol do Clube do Remo é contrário a contratação de Betinho, e prefere que o Remo invista em Reinaldo Alagoano.
Se Betinho “Pop Som” for contratado, será uma aposta dos colaboradores Antônio Miléo e Milton Campos, que bancarão salários e hospedagem do atleta.
DESRESPEITO
Isomar Ferreira de Souza, 83, chegou no Paysandu em 1973 pelas mãos do presidente Paulo Castro, de quem foi vice de futebol.
Depois foi vice de futebol de Álvaro Kzan e por duas vezes, agora mais recente diretor de futebol na administração de Luís Omar.
Foi presidente da Assembleia Geral, do CONDEL, vice-presidente eleito juntamente com Rui Sales, e, por 4 meses, presidente da diretoria, em substituição a Rui Sales.
Era benemérito bicolor quando foi excluído do quadro de sócios do Paysandu juntamente com o filho Mauro Diniz Souza e Luan Silva de Souza (neto) por não terem se recadastrados para terem direito a voto na última eleição da diretoria bicolor que legitimou Sérgio Serra presidente.
Os Souza, através da Advogada Carla Mirian Fonseca Pinto de Almeida, entraram com ação contra o Paysandu a fim de anular decisão da Assembleia Geral do Clube que excluiu os três do quadro de sócios da instituição.
Terça-feira, 20, na 4ª Vara, perante o juiz Roberto Andres Itzcovich, o Paysandu representado pelo advogado Alexandre Pires propôs novos títulos à família Souza, na qualidade de iniciantes no quadro de sócios bicolores.
A família Souza não aceitou, e a ação segue o curso normal.
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“NÃO ERREI, NÃO PEÇO DESCULPAS”

AO LADO DO PAI E MÃE, LEANDRO CARVALHO DIZ QUE PODE IR PARA EUROPA

“Ele não tem que pedir a mim. Ele tem que pedir ao grupo de jogadores”.
A expressão é do presidente do Paysandu, Sérgio Serra, ao post aí debaixo, sobre Leandro Carvalho, que treina separado do elenco bicolor, depois que faltou ao treino de quinta-feira, 15.
Por assim dizer, bati às portas do empresário Flávio Goiano e da família de Leandro Carvalho para saber a que fim terá o problema.
“Leandro Carvalho por ter feito um bom campeonato paraense e mantido ótimo desempenho no brasileiro, têm clubes das séries A e B, e clubes da Europa interessados no atleta. Ele é do Paysandu, e se resolver o problema, pode jogar fora do Brasil”, revelou Flávio Goiano.
“Todas às vezes que eu errei, pedi desculpas ao Mazola, ao presidente Wandick, Maia e Serra, mas desta vez eu não errei. Foi uma falha de comunicação. Cheguei de Campinas cansado, fui com minha mãe apanhar minha filha e me dirigi para Icoaraci, e o meu telefone estava descarregado, e dormir, quando acordei 11h tinham chamadas, e foi quando soube que havia mudado o horário do treino”, afirmou Leandro Carvalho.
Continuou o atacante: “Eu não posso pedir desculpas aos jogadores, porque quando eles deixam o clube eles reúnem os colegas para explicar os motivos? E não pedirei desculpas porque, desta vez, não errei, mas se não me quiserem mais, me liberem que eu tenho propostas de clubes da Europa. Respeito e reconheço que o presidente Sérgio Serra tem sido o paizão para mim, mas não pedirei desculpas aos jogadores”.
“Não passo a mão na cabeça do meu filho, porque todas às veze que errou, fui lá com os dirigentes, que sempre me receberam bem e têm muito ajudado meu filho, mas desta vez ele estava comigo e minha netinha. Ele chegou cansado e colocou o telefone para carregar. O presidente Serra tem que ver que é ele que tem que decidir o problema”, lamenta Ângela Carvalho, 39, mãe do jogador.
Leandro Carvalho, 22, chegou à Curuzu em 2010, com 15 anos, indicado pelo Lindomar, que hoje comanda as divisões de base do Carajás Esporte Clube, e confessou que já fez muita “merda” se metendo em “barcadas” tomando cervejas e sempre acompanhado de mulheres em festas de aparelhagens.
“Quando eu fazia isso eu não tinha um pinto para dar água, hoje tenho uma filha que depende de mim como me aconselha o presidente Sérgio Serra, mas se não houver acordo, que me liberem, que eu não quero dinheiro, quero minha liberação e vou pra Europa com minha mãe e minha filha”, concluiu Leandro Carvalho.
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O PROFESSOR E O PRESIDENTE

PRESIDENTE SÉRGIO SERRA DIZ QUE É CRISTÃO E NÃO PERDEU A ESPERANÇA

O ataráxico Sérgio Serra me contestou de forma civilizada sobre o post do dia 16.
“Sobre Leandro Carvalho, penso que há um vazio de esperança dentro de Sérgio Serra.”
“A esperança existe em mim. Nunca perdi a esperança. Eu sou cristão. Vou morrer com a esperança. Perdi o otimismo, porque o caso do Leandro Carvalho fugiu da minha decisão”, afirmou o presidente bicolor, Sérgio Serra.
Questionei o poder do presidente em decidir questões que passam pelo poder máximo do clube, por pensar que o poder de um presidente é intransferível e indivisível.
Em certos momentos, o presidente tem que decidir, como dizia o maior filósofo popular que passou pela Curuzu, Miguel Alexandre Pinho: “Em futebol, às vezes, o presidente tem de decidir, batendo na mesa e mostrando aos jogadores que quem põe manda…”
“Zé, sei que você gosta de filosofia. Eu sou professor. Numa sala de aula, quando um aluno perturba, há um grupo que decide sobre o quê fazer. Eu cuido de pessoas, mas o Leandro Carvalho teve todas as chances, inclusive tem uma filinha que depende do que ele ganha no Paysandu. Foge de mim! ”, confirmou Serra.
Insisto em querer saber se o eterno treinador “tampão” Rogerinho pedi-lo para escalar Leandro Carvalho contra o Boa.
“Ele não tem que pedi a mim. Ele tem que pedi ao grupo de jogadores”, curto e objetivo o presidente alviceleste.
Todos que conhecem Sérgio Serra afirmam que ele é um ser humano de ótimo caráter e para ser o que é no Paysandu se preparou ao longo de 4 anos, sendo vice de Vandick e Alberto Maia, além das visitas que fez para conhecer as organizações administrativas dos grandes clubes do futebol brasileiro.
É verdade que todo professor cuida de pessoas. São seres humanos que buscam conhecimentos e veem o professor como um ser com maior visão de mundo, e daí o respeito.
Quando surge, em sala de aula, um aluno com desvio comportamental, os pedagogos cuidam do “serumano”.
Diferente de jogador de futebol que fugindo das suas responsabilidades, o clube, como empresa, tem a lei para puni-lo, e não transferindo para os outros empregados a responsabilidade de perdoá-lo ou não da transgressão que cometeu.
Penso que o presidente Sérgio Serra, com a decisão de transferir para o elenco de jogadores o que fazer com Leandro Carvalho, faz o que fez Pôncio Pilatos a milhares de anos atrás.
Aliás, que o governador da província romana, é conhecido como o maior símbolo da omissão da história humana em transferir para o povo a condenação de Cristo.
Sérgio Serra, por eu gostar de filosofia, é que rogo ao ótimo ser humano que pense nesta máxima de Napoleão Bonaparte quando chegava à ilha de Santa Helena: “O ser humano não tem amigos. Somente os tem os seus sucessos. ”
É o que há!

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