CMB LIBERA CERVEJA…

21 edis belenenses deram a cara à tapa.
Num jogo estratégico, CMB aprova Projeto de Lei 1534/17 que dispõe sobre regulamentação e comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas nos campos e ginásios de esportes em Belém do Pará.
De autoria do vereador-presidente da CMB, Mauro Freitas (PSDC), 21 vereadores aprovaram o artigo 1º do Projeto: “Fica permitida a comercialização, a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios, ginásios esportivos e arenas desportivas quando da realização quando da realização de um evento esportivo no âmbito do município de Belém, obedecendo aos seguintes critérios…”.
Os nove artigos restantes do Projeto foram votados e aprovados em bloco, com uma emenda do vereador Fernando Soares (PSOL): “Do recurso auferido com a venda de bebidas em acordo com o disposto no caput, serão deduzidos 5% (cinco por cento), para que sejam destinados ao incentivo do esporte amador por meio de entidades de desporto do estado”.
A ala evangélica do poder legislativo municipal não apoiou o projeto e veementes discursos no plenário da CMB foram ecoados: “Não apoiamos este projeto porque é contra a vida, é contra os bons costumes”, bradava vereador evangélico Nehmias (PRB).
Vereador Silvano (PSD) gritava em direção ao vice-presidente da FPF, Mauricio Bororó presente na galeria, que a entidade tinha interesse porque havia “muito dinheiro em jogo”.
Em defesa da Federação Paraense de Futebol, vereador Zeca Pirão (Solidariedade) foi direto: “Tem gente aqui mal informada: a Federação não tem nada a ver com cerveja, são os clubes que irão comercializar em seus campos”.
O Artigo 13-A da Lei Federal nº 10.671, de maio de 2003 (Estatuto de Defesa do Torcedor) não é explicita quanto a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos campos e arenas esportivas.
No entender dos juristas “não portar” não tem nada a ver com “venda e consumo”. “Não portar objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência”, ressalva Artigo 13-A, II.
Portanto, não obsta o consumo de bebidas alcoólicas, mas sim, por exemplo, o porte de bebidas acondicionadas em garrafas de vidro, ou outros materiais contundentes que podem ser utilizados para a prática de atos de violência, é a justificativa do Projeto de Lei que irá à sanção do prefeito de Belém Zenaldo Coutinho.
A estratégia usada para colocação em pauta e votação do projeto na Câmara de Vereadores de Belém me faz crer que em 2018, no Parazão, a cerveja será comercializada em campos do Remo, do Paysandu e Mangueirão.
Aliás, nas arquibancadas do Mangueirão a lei é potoca: nunca faltaram as “latinhas”, o “chicão” e o “limãozinho”.
É o que há!

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PRETÉRITO IMPERFEITO, PRESENTE E “LOBA”

1 – Era para eu ser padre, pelo desejo da minha mãe.
Éramos obrigados (eu e meus irmãos) a rezar antes de dormir e ao se levantar da rede dizer “Pai nosso que estás no céu…”.
Tenho dentro de mim de que meu caráter foi forjado com o suor do meu próprio rosto, posto que desde “piqueno” que trabalho, e não sei importunar ninguém à toa.
Era padre o meu guru: Jorge Basile, diretor da Rádio Educadora “São José” de Macapá. Foi ele quem me mostrou que vale a pena ser verdadeiro e por causa da “verdade” que revelava em seu programa “BOM APETITE” (às 12h) foi perseguido pela ditadura, em Macapá, no início da década de 70.
2 – Numa cidade aonde todo repórter é amigo de dirigente, é difícil ser verdadeiro e revelar verdades.
Tenho dito que não tenho dirigentes amigos, tenho respeito pelos que são probos. E são poucos.
Todo santo dia tem um “monstro”, um assassino covarde, corruptos e crápulas de toda espécie me ameaçando de processo, de porrada e até de morte. Tem sido assim havia anos.
Todo dia tem um “monstro” rosnando em minha direção!
Numa cidade aonde repórter vende camisa de clube, traz empresário para dentro da instituição e negocia com políticos assessorias para familiares, é difícil fazer imprensa esportiva voltada para os fatos, quem tenta fazer é FDP, é mau-caráter, é doido, é espírito de porco, e o pior: é não ter o direito de fazer propaganda, porque os canalhas, com influência junto às agências de publicidades, agem sorrateiramente para que não haja liberação de verba para “blogues” e programas de rádio.
Maus-caracteres batem à porta da justiça para que não tenham nomes divulgados em programas de rádio. Com o passado comprometedor e ações irregulares junto a clubes, sentem o “cheiro da perpétua” e buscam na justiça a ocultação dos seus nomes. São “artistas”.
3 – Domingo passado, em sua coluna no jornal FOLHA DE SÃO PAULO, o monumental Jânio de Freitas escreveu: “É difícil desenvolver a compreensão desse Brasil, tão inculto, tão controvertido, tão amalucado. Esse Brasil exultante com as ações contra a corrupção e indiferente à ocupação de sua Presidência por uma declarada quadrilha de corruptos. O Brasil é você. O Brasil somos nós”.
É incrível, mas é verdade: “monstros”, assassinos covardes, propineiros, corruptos, ladravazes do dinheiro público encaram qualquer cidadão de bem, e ameaçam, quando incomodados, denunciados. É o Pará!
4 – Se eu fosse arregão não moraria nesta cidade. Sofro mais uma ameaça: desta vez de um pseudo empresário, com uma vasta folha corrida perante o Ministério Público deste Estado, denunciado por “corrupção passiva, corrupção ativa” perante a 1ª Vara Criminal de Altamira, Washington Queiroz Pimenta. Este é o mesmo das lajotas nominais na parede externa do Baenão, pelo lado da Antônio Baena, que em 2016 apareceu no Remo como mais um “salvador da pátria”.
Num grupo de “Uatizap” ele publicou: “Se eu escutar ele falar pessoal de mim vai apanhar. Não é processo não. Na minha terra é meio diferente”.
5 – Não acredite no que escrevo, pense no que vou publicar: as contas do Clube do Remo do período de dezembro de 2015 a novembro de 2016 há documentos apresentados que são incompatíveis com as normas contábeis do país. Há cópias de recibos da Nação Azul.
6 – A todos que vestirem a carapuça, dou direito de resposta e defesa, tanto neste “condomínio”, de igual modo nos programas de rádio que apresento, na Rádio Marajoara-AM-1130.
7 – Eu era para ser padre, e não jornalista, mas no meu caminho apareceu um padre, que fora da sacristia, era jornalista, também.
8 – A LOBA que anunciei ontem no PS está expresso no item 5.
9 – A prova está estampada no frontispício deste texto (foto).
10 – Era uma vez um garoto pobre, que consertava moto no meu bairro, o Castanheira; despontou no Remo; foi vendido para o Cruzeiro por muita “baba”; apareceu para o mundo no Náutico, em 2016; foi vendido para o Albirexe Niigata, do Japão, em 2017; agora foi comprado pelo Botafogo-RJ. É a LOBA nacional!
É o que há!

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SORRISOS SINCEROS

Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios, dizia Martin Luther King.
À tarde de segunda-feira, 11, fui à sede do Clube do Remo e vi sorrisos sinceros nos lábios das pessoas que encontrei trabalhando na sede do Filho da Glória e do Triunfo.
Na sala de contabilidade dois jovens sorriram ao me responderem “boa-tarde” sorrindo e com os dedos mata-piolhos empinados (indicação de paidégua)
Na da Nação Azul, João Motta feliz me dizia que o sócio torcedor azulino aumenta a cada dia: “já são 1.300 adimplentes”.
Numa antessala à do presidente Manoel Ribeiro, conselheiros manuseavam recibos e documentos…
Presidente Manoel Ribeiro estava reunido com a contadora Margarete, e me disse, pelo telefone que está “muito feliz” pelo que está acontecendo e me revelou que os documentos contábeis estão CONFIS do período abril a julho de 2017 da sua administração.
Mas à frente, na sala do CONDEL, os conselheiros Mauro Pontes, Fábio Cebolão, Odilardo Silva, Dirson Medeiros e Eduardo Chaves manuseavam documentos oriundos do Departamento de Contabilidade do Remo.
Todos responderam ao meu cumprimento, e o Dirson Medeiros sorridente, mas o presidente Mauro Pontes sisudo quando me viu.
Entendo o descontentamento do Mauro para comigo, porque publiquei conversas dele em grupo de “uatizap” que demonstraram sua desconfiança com relação às contas do quadriênio da administração Manoel Ribeiro, e que foram reprovadas por 3 a 2.
Esta decisão do CONFIS sobre o relatório do primeiro quadrimestre do CODIR (dezembro/16 a março de 2017) será reformada ou não pelo CONDEL, que reúne nesta terça-feira, 12.
Fábio Cebolão, membro do Conselho Fiscal, elogiou o trabalho da contadora Margarete Menezes. “Avançou muito o profissionalismo contábil do Clube do Remo, e a contadora Margarete merece respeito e elogios pelo trabalho técnico”, confirma Cebolão.
No encontro dos conselheiros, à noite desta terça-feira, 12, CONFIS apresentará relatório sobre as contas do quadriênio abril a julho de 2017.
Pelos sorrisos sinceros, não tenho dúvida da aprovação.
P.S: Eu tenho a loba!
É o que há!

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MUITOS SE PERDEM POR FALTA DE CONHECIMENTO. É BÍBLICO

“Luta pelo certo que o errado não vai longe” é uma expressão que me foi passada pelo filho de um dos mais notáveis bicolores que conheci em Macapá: Alex Houat, filho de Stefan Houat.
Mantive-me calado. Não entro no oba-oba das redes sociais, porque o meu jornalismo é factual. Não “acho”, penso e busco o certo.
A nova coleção LOBO, lançada pelo Paysandu mereceu encômios de toda a grande imprensa brasileira, mas foi criticada por algumas pessoas em Belém.
“Notícias infundadas. O que há é a falta de informação de quem pensa que é errado. É falta de conhecimento. É a falta de estudo”, rebate Tony Couceiro, presidente bicolor.
Não tem nada de errado na nova coleção LOBO, o que há é uma ponta de inveja de quem não busca a verdade, o certo.
“A novo LOBO foi estudada e pensada em Belém, e que mereceu elogios da grande imprensa brasileira”, reflete Tony.
Antes do lançamento vendeu 1.200 camisas pela internet. E até às 12h de sábado, 9, as lojas do Paysandu venderam 400 blusas.
O importante: o Paysandu não recebe percentual. A venda da LOBO não tem atravessador.
É prazeroso conversar com Tony Couceiro, porque é direto nas respostas.
LEANDRO CARVALHO
Tem contrato com o Paysandu até 3 de maio; se ele aprendeu a lição da vida, e cabeça voltada para a profissão, será importante no elenco bicolor.
ELENCO
O Paysandu tem jogadores do elenco deste ano e tem os meninos da base. Na semana passada conversei com os diretores, e dez atletas participarão da pré-temporada, além dos que estão emprestados e que estarão voltando. Já contratamos e estamos acertando com outros, mas preferimos divulgar quando todos passarem pelos exames laboratoriais e assinarem contrato com o Clube, e a preferência é para o nosso site.
SUPERINTENDENTE
Além do executivo, que é o Mazzuco, estamos pensando no nome para exercer a função de diretor de futebol, e este já foi conselheiro bicolor e tem cheiro de Paysandu. E um superintendente de futebol, o superintendente terá a visão macro do futebol bicolor; este profissional poderá ser de fora de Belém.
CEF
A clipagem (tudo que é divulgado no Brasil e exterior sobre a LOBO e o Paysandu) está preparada para ser apresentada à direção da Caixa Econômica Federal. Contrato termina dia 31, dia 15 de janeiro é depositada a última parcela de 2017; vou à Brasília, no inicio do ano, e 99% de certeza que renovaremos com a CEF.
Ao conversar com o presidente Tony Couceiro observo propósitos nas suas palavras. É uma marca da família Couceiro.
É o que há!

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“E ELES?”

Cercado da família, chega a Belém Leandro Carvalho, 21.
Diferente do que ocorria em Belém, o atacante deixou exemplo de bom rapaz no ambiente do Ceará Esporte Clube, merecendo encômios dos dirigentes e da imprensa alencacina.
Sorridente, atacante disse está preparado para se apresentar à Curuzu, dia 2.
Indagado sobre como o Chamusca lhe aceitou lá e aqui não moveu uma palha para tê-lo no time bicolor, Carvalho foi rápido à resposta: “Como ele iria bater de frente com os jogadores que eram ‘donos’ do time?”.
Leandro Carvalho não revelou nomes, mas o “blogue” se arrisca a nominar atletas que formaram um grupo que não aceitou mais o jovem atacante no elenco: Emerson, Ayrton, Augusto Recife, Lombardi e outros…
O jogador confirmou que alguns jogadores pediram seu afastamento: “É verdade”. Eles pediram meu afastamento, mas não estão mais no Paysandu. Eu fui para o Ceará e conseguimos o acesso. E eles?”
E disse: “Estou a fim de concluir meu contrato com o Paysandu que vai até maio, mas se não me quiserem, meu empresário está cuidando do meu futuro”, revelou Leandro Carvalho.
O jovem atacante tem consciência que saiu da Curuzu esculachado por não ter comparecido ao treino, mas de mãos postas continua dizendo que não errou. “Algumas pessoas do Paysandu erraram comigo, e acabou sobrando para mim e eu saí daqui calado, e dei a volta por cima,” regozija-se.
Jogador revelou ao “blogue” que vai se apresentar e ficar no “seu canto quieto”.
O que aconteceu entre Leandro Carvalho, alguns jogadores bicolores e a diretoria alviceleste é para todos reflexionarem.
É o que há!

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PANTEÃO

As minhas unidades de informações cerebrais estão se batendo.
Cientistas da mente humana dizem que quanto maior o número de neurônios, maior é a capacidade cognitiva cerebral.
Desde que dezembro chegou, penso num craque, numa revelação no futebol paraense, no técnico do ano e no dirigente do ano que está terminando.
A palavra “craque” reflete “qualidades superiores” de um profissional em sua área, e, por assim dizer, Bérgson se sobressaiu porque fez mais gols, mas demonstrou, em alguns momentos, não ser solidário, ser “fominha”, e por causa dessa individualidade o Paysandu foi prejudicado em alguns jogos.
E quem refletiu bom futebol foi o jovem Gabriel Lima, que – felizmente – continua no elenco do Clube do Remo e pode deslanchar se o técnico Ney da Matta trabalhar o jogador.
Sei que vão me chamar de “cego”, mas procuro agir conforme minhas prospecções, meus trabalhos de campos, e quando o “General da Vila” se classificou passei a visitar o campo do Pinheirense, em Icoaraci, e vi como Junior Amorim trabalhava com um elenco limitado e se valando do sistema de cooperativa.
Junior Amorim, que passou pela Europa como futebolista, e trabalhou com ótimos técnicos, conhece da arte de montar taticamente um elenco de futebol.
Não tem outro: é Luciel Caxiado, presidente da Federação de Remo do Pará, o dirigente do ano, pelo dinamismo, brilhantismo e visão empreendedora em levar a última regata do ano para o Parque do Utinga, com presenças notáveis de dirigente nacional, atletas campeões olímpicos e do governador do Estado, Simão Jatene.
EIS O PANTEÃO
Goleiro: Emerson (PSC)
Lateral-direito: Felipe Baiano (Parauapebas)
Zagueiros: Gilvan e Diogo Silva (CR)
Lateral-esquerdo: Guilherme Santos (PSC)
Volante: Dudu (CR)
Meias pelos lados direito e esquerdo: Eduardo Ramos (CR) e Rodrigo Andrade (PSC)
Meia-atacante de ligação: Flamel (CR)
Atacantes: Leandro Carvalho (PSC) e Bérgson (PSC)
Técnico: Junior Amorim (Pinheirense)
Revelação: Gabriel Lima (CR)
Craque: Bérgson (PSC)
Dirigente: Luciel Caxiado (Presidente da Federação de Remo do Pará).
P.S: Sérgio Serra foi a decepção do ano. Deixou o cargo de presidente do Paysandu e deixou um corrupto à frente da administração do Clube, Maurício Etting, processado e preso na Operação Rêmora, em 2006.
É o que há!

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“BATI DE FRENTE COM MAZZUCO”

Queimei neurônios, mas consegui o quê de Rogerinho (foto removida) estar sendo “fritado” na “panela” de Mazzuco e Marquinho Santos.
Na coletiva, Tony Couceiro respondendo a minha pergunta sobre a situação do Rogerinho, que é funcionário do Clube, o presidente bicolor revelou que se “estava colocando a carroça diante dos bois”, posto que Rogerinho não está em Belém.
“Quando Rogerinho chegar, converso com ele, mas mudança em empresa é normal, se não for o Rogerinho, tem o Ailton”, indiretamente me satisfez a resposta do presidente. Ailton é o técnico do sub-20 da base alviceleste.
Descobri que a última vez que Rogerinho fez leitura de jogo para o Marquinho foi na partida contra o Guarany, na Curuzu. Paysandu perdia de 1 a 0, e, no segundo tempo, virou para 2 a 1.
Rogerinho, segundo uma fonte real, quando comanda o time bicolor não faz preleção aos atletas, e ao comando dos jogadores que ficam a Belém, os treinos são irrelevantes.
Diante dessas informações, busquei contato com o Rogério Gameleira, que está em férias no interior paulista, e indaguei se ele não faz preleção, no que foi direto à resposta.
Tenho pensamento crítico e bati de frente com o Mazzuco, Isso incomoda. Há profissionais que vêm de fora e pensa que em Belém ninguém entende de futebol. Dependendo do jogo, dou a preleção, mas este tipo de ‘aula’ nos vestiários não se usa mais. Quando tem a semana para se trabalhar, se passa informações aos atletas, mas não se deve no dia do jogo se encher os jogadores de informações. Meu trabalho é sistêmico, que engloba os 4 critérios: técnico, tático, físico e psicológico. Eu bati de frente com o Mazzuco em algumas vezes, e eles querem uma deixa para me isolar. Os jogadores têm que entrar em campo livre, solto e leve para os jogos. Na Europa, os técnicos, no intervalo, não dão cinco minutos de preleção. Isso é estudo”, concluiu Rogerinho.
O que incomoda, é que no Paysandu de Tony Couceiro, os paraenses com conhecimento de causa não permaneceram no Departamento de Futebol: Roger Aguilera passou um pouco mais de um mês na Curuzu e deixou sem maiores explicações, mas se sabe que revelou em mesas da Assembleia que no Clube há profissionais que não têm contatos de dirigentes nacionais.
Vandick ficou três meses e não concordou com o Mazzuco, que pedia a “cabeça” de Rogerinho, e, por isso, caiu, também, em desgraça, e pediu para deixar o Clube.
O que se percebe é que Mazzuco e Marquinhos Santos não querem quem pensem diferentes ou quem possa atrapalhar seus planos.
Com o bater do martelo, penso que a diretoria bicolor estar “mundiada” pela dupla Mazzuco-Marquinho Santos.
Presidente Tony, todo “mundiador” é labioso!
É o que há!

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OLHANDO PARA MIM

Não gosto de coletiva, porque meus ouvidos não toleram “abobrinhas”.
E às vezes, quando participo, ouço respostas “atravessadas” de dirigentes como aconteceu na segunda-feira, 5, na Curuzu, quando Tony Couceiro respondeu a uma repórter: “Não trato de salário de ninguém, porque não gosto que alguém pergunte quanto ganho.” Na lata!
(E em Belém, apresentadores de programas e comentaristas passam horas a fio falando de salários de jogadores ou técnicos de futebol)
O que não desejo para mim, não posso desejar para meu semelhante. É lei universal de ética.
Meu encontro com o afável, urbano e homem temente a Deus, Ney da Matta, técnico do CR, aconteceu no final da manhã de quarta-feira, 6, no CEJU, e no “olha para mim” ele, serenamente, respondeu minhas inquietações.
DEUS
Não prego placa de igreja. Eu sou Deus. Este “sou” tem significado o que Deus tem feito na minha vida. Deus está no meu coração. Quando Deus nos prepara um caminho, não existe outra situação.
DIFICULDADES
A gente sabe das dificuldades que existe aqui dentro do CR, mas a camisa do Remo é muito forte, e o torcedor é um apaixonado.
TORCIDA
Estou feliz por estar aqui. A torcida é demais. Estou feliz com o reconhecimento do torcedor. O carinho é formidável, e eu peço aos jogadores que eles tenham amor e respeito por esse torcedor e pela camisa do Remo.
NÃO NOS ENGANE
Eu sou prova viva disso. O que Deus tem feito na minha vida. Tenho 20 anos como técnico, e onde Deus me colocou eu obtive sucesso, tenho certeza que meu Deus vai nos abençoar para que tenhamos sucesso. Eu tenho que seguir o que o meu coração manda, e o que Deus faz em minha vida é algo sobrenatural. Eu procuro fazer o bem.
REMO TEM ENGANADO JOGADORES E TÉCNICOS
Acredito muito no que o Milton Campos e a diretoria têm dito para mim. E as coisas estão acontecendo. Tudo que foi acordado, eles estão cumprindo. Estou surpreso, porque nos informaram que era muita dificuldade, mas estamos morando bem, comendo bem, lugar para treinar, e as coisas estão caminhando normalmente.
CARIDADE
Eu tenho, em minha cidade, um projeto que cuida de 150 meninos, mas eu preciso daqui para cuidar lá, para que o projeto sobreviva. Eu vou continuar ajudando às pessoas.
CR NÃO TEM DINHEIRO…
Já falei para os jogadores quando foram contratados das dificuldades do Clube do Remo, mas o Clube tem um patrimônio imensurável: a torcida apaixonada, e se eles corresponderem em campo, o retorno é garantido. No Boa Esporte, ano passado, fizemos uma ótima campanha sem receber, mas ao final as portas foram abertas, e aqui no Remo, quem fizer história está consagrado para a vida toda. Deus me permitiu chegar aqui.
VIDA
E quero pregar no Remo: aqui não será só a diretoria, não será só jogadores, aqui não será só a torcida, aqui tem que ser vocês da imprensa, também. Vocês têm que fazer o que é bom para o Estado. Nós vamos ser abençoados no Remo.
COMPROMETIMENTO
Fizemos uma programação deixando os jogadores a vontade para que eles escolham o que é melhor para o grupo: 3 dias de folgas no Natal ou no final de ano. Eles vão escolher o que querem. Porque o grupo vai trabalhar Natal ou Ano Novo. Os dois feriados não abriremos mão. Será só um.
CIDADE “BARQUEIRA”
Temos que ter equilíbrio e responsabilidade para não fazer besteira. Prêmio maior que Deus me deu foi minha família, a minha base está na minha família, e eu falo isso para os jogadores, e eles, às vezes, não pensam, e caem na empolgação da noite, e não fica nada escondido, então viemos aqui para trabalhar (e ganhar dinheiro) e quem quiser trabalhar permanecerá com a gente. Foi assim no CSA.
DIRETORIA
Agradeço muito à diretoria pela estrutura física e financeira que tem nos dado, principalmente para os jogadores, e agradecemos a todos por acreditarem na gente.
GRAMADOS ENLAMEADOS
Diferente do campo está ruim, eu sempre preguei a força e a velocidade. O futebol mudou muito. Futebol, hoje, não é só a qualidade técnica, acabou isso: futebol é coletivo. Futebol é luta nos 90’. Temos que ter postura de time grande, respeitando quem está do lado de lá.
ESPERO, NO FINAL, NÃO DIZER QUE VOCÊ NOS “ROUBOU”
Nós não viemos aqui para errar. Trouxemos os jogadores que o Remo precisa. Comigo, joga o melhor. Deus sempre me abençoa porque sou justo e leal. Eu não me engano: se as coisas não acontecerem bem no estadual, não chego à Copa Verde. Vamos dar a vida pelo Clube do Remo.
Termino a reportagem com o dócil Ney da Matta, dizendo para ele: “Guarda teu coração, porque dele procedem às coisas da vida.”
É o que há!

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DE SETORISTAS À “TERCEIRIZAÇÃO”

Cai o último reduto de repórteres setoristas no Brasil.
Os repórteres que toda tarde batiam ponta na sede da FPF entregaram às cópias da chave da sala de imprensa, retiraram equipamentos das emissoras que trabalham, na tarde de terça-feira, 5.
Sempre tive olhar diferenciado sobre as nossas presenças dentro das instituições esportivas, porque, por mais que não se deseje, cria-se relação afetiva entre às partes, e a notícia é “chapa branca”, e o ouvinte perde.
Como permitir que alguém venha para dentro da minha casa, e fale mal dos meus atos. É cuspir no prato que come!
Jouber Meira, técnico do CR, em 1986, foi um visionário: ao ver setoristas como eu, Jurandir Bonifácio, “Fanguinho” e outros radialistas andando pelos corredores da concentração, não gostou e pediu à diretoria providências.
Paulo Motta, diretor de futebol, providenciou uma sala refrigerada na esquina do corredor com o túnel para o gramado com máquina datilográfica. E não poderíamos mais circular na concentração e entrevistar jogadores a beira do gramado após os treinos.
Com o advento da internet, as instituições contrataram jornalistas e criaram seus sites, e os setoristas perderam suas funções: foi assim na CBF e nos clubes brasileiros a partir da chegada das redes sociais.
Passados 29 anos, que Jouber Meira colocou os repórteres que cobriam as atividades diárias do CR em seu devido lugar, Alberto Maia, em 2015, acabou com a sala de imprensa da Curuzu, em que os repórteres tinham mesas e seus equipamentos. Pegaram o beco e até hoje o ex-presidente é esconjurado.
Em 2016 foi à vez do Clube do Remo. Setoristas têm que ter visão macro dos Clubes e das instituições esportivas.
Assim como CR e PSC, que têm jornalistas contratados que alimentam suas redes sociais, a Federação Paraense de Futebol, a partir de 4 de janeiro, quando retornar suas atividades, terá um profissional exclusivo para alimentar site, tuiter e “feicebuque” da entidade.
O ótimo repórter não “acha”, busca seus “cases” e procura usar a intuição e ver o mundo que o cerca, e não se deixa usar por canalhas. Assim sendo, torna-se um pau-mandado!
“TERCEIRIZADOS”
Nada contra os executivos Mazzuco (PSC) e Zé Renato (CR).
Os dois profissionais são dignos do meu apreço e respeito.
Cá com meus botões, estou igual ao Velho do Restelo, personagem de Camões, em Os Lusíadas: “Ó glória de mandar, ó vã cobiça/ Desta vaidade, a quem chamamos fama!/ Cuã aura popular, que honra se chama!/ Que castigo tamanho e que justiça/ Fazes no peito vão que muito te ama!/Que mortes, que perigos, que tormentas,/ Que crueldades neles experimentais!”
Não é profetada, não, é estar vendo um filme que já passou pela minha retina, e não vejo nos departamentos de futebol de CR e PSC pessoas com raízes nesses clubes com conhecimento de mercado da bola.
Com os técnicos, os executivos pintam e bordam, e se não dé certo, eles não têm raízes, não têm compromissos com as nossas instituições, e se vão com os bolsos cheios de dinheiro, e nós ficamos chupando o dedo, e os clubes cheirando na “vara do batista”, quando não no TRT-PA.
Ó Remo! Ó Paysandu! “Dura inquietação d’alma e da vida…”
É o que há!

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“UM NOVO OLHAR”

Remo não consegue estancar ações no TRT-PA.
Amores pelo CR têm demonstrados alguns jogadores.
Alex Ruan, 21, lateral-esquerdo, e Yan Rodrigues, zagueiro, 23, dispensaram muito dinheiro do que o CR lhes devia, e acordaram, mas, mesmo assim, não há o cumprimento da obrigação.
Com mais de sete anos de Clube do Remo, desde a base, Yan deixou de jogar em clubes do Sul e Sudeste do país, porque quando os dirigentes sabiam que o jogador estava prestes a deixar o Baenão depositavam salários atrasados, “e eu ia ficando”, disse.
“Constrangido, tentei receber meus direitos à base da conversa, mas não consegui, então tive que recorrer à justiça, fiz acordo que beneficiou o Clube do Remo, aceitando 150 mil reais em 15 parcelas de 10 mil reais, cada uma, mas, mesmo assim, o Remo não deposita, mais tarde estes 150 mil reais chegarão a um milhão de reais, e aí?”, indaga Yan, que tem proposta de clube do Rio de Janeiro.
Na 10ª Vara-TRT-PA, na manhã de segunda-feira, 3, compareceram Alex Ruan Vasconcelos Ferreira, oriundo da base do CR, cobrava direitos financeiros superiores a um milhão de reais, mas em menos de 30’ deixaram a sala os advogados Pablo Coimbra(CR), Henrique Lobato (patrono de Ruan) e testemunha Yan, porque, antes, Henrique Lobato conversou com Milton Campos e Pablo Coimbra. A audiência já estava marcada (foto)
“Este acordo faz parte do pacote com Milton Campos, eu estou com o novo olhar para o Clube do Remo, porque o deputado tem demonstrado fazer o que fez Vandick, em 2013, no Paysandu. Hoje, o Alex Ruan aceitou a proposta do Remo: 20 parcelas de R$ 6.500,00, a partir de abril de 2018”, confirmou advogado Lobato.
“Eu só quero que os diretores respeitem o meu amor pelo Clube do Remo; aqui deixei para trás muitos dos meus direitos, e sonho ver o Remo no lugar que merece estar”, disse Ruan.
Alex Ruan recebeu proposta de um clube do México, e seu procurador está cuidando da sua transferência internacional.
A partir de janeiro, quando começar o Parazão/18, as cotas do CR referentes à publicidade do BANPARÁ e direito de televisionamento da FUNTELPA serão depositadas em conta de conciliação no TRT.
Thiago Belém, um dos maiores credores, que do crédito de R$ 1,6 mi já recebeu 300 mil reais em junho deste ano, receberá 300 mil reais, em fevereiro quando FUNTELPA depositar a primeira cota do direito de televisionamento do Parazão de 2018, que começa em 14 de janeiro.
É o que há!

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