PSC TEM A CEF NA SUA CAMISA PORQUE PAGA IMPOSTOS

Um bafento que está mais para cáfila do que para empresário, indagou-me se o Maia havia arrebentado o Paysandu, financeiramente.
Respondi o que me disseram Sérgio Serra (antes de deixar o cargo de presidente bicolor) e o seu sucessor, Tony Couceiro: “Paysandu paga seus compromissos na ponta do lápis. ”
O arranca rabo entre este velho bloguero e um tal de Washington aconteceu na sexta-feira, 18, em restaurante no centro de Belém, e na tarde de segunda-feira, 21, fui à sede bicolor com o intuito de bisbilhotar fatos.
Vi que o local do restaurante está sendo reformado e, como quem não quer querendo, indaguei de uma senhora presente quando o restaurante seria inaugurado. “Estamos trabalhando para que no dia 18 de setembro o Aromas Gourmet esteja atendendo a clientela”, revelou.
Fui à loja da LOBO. Ouvi da funcionária que a “camisa gola polo foi só um tapa na semana do dia do pai”. O Clube precisa renovar o estoque, urgentemente, pensei.
Pessoas entrando e saindo na sede e eu indaguei do senhor Amaral, 68, se era sócio do Papão. “Não. Eu e minha família somos remistas, mas estou aqui para comprar duas mesas para assistir à passagem de Nossa Senhora de Nazaré. A minha filha e o meu genro veem de Recife para a festa, e já estou me antecipando. Vamos ver a santinha daqui da sede do Paysandu. É ótimo. Ano passado assisti daqui e este ano de novo”. “Obrigadinho”, agradeci.
Alberto Maia, ex-presidente bicolor, entra na loja para efetuar compras de camisas para presentear amigos no Rio de Janeiro. “Vou ao Rio quarta-feira e tenho que levar a LOBO, porque vou fazer exposição para um grupo de empresários como surgiu a marca própria do Paysandu”, revela.
Chega Maurício Ettinger (foto), 58, engenheiro e administrador de empresa, diretor administrativo do Paysandu, com quem mantive conversa sobre o projeto SEU TIME, SUA ENERGIA, a construção da rampa, na sede, para acessibilidade de cadeirantes e se o Clube paga em dia seus compromissos.
Revelou Ettinger:
1 – O torcedor continua ajudando o Paysandu a pagar sua luz dentro do projeto SEU TIME, SUA ENERGIA. A cada mês o torcedor bicolor colabora com 6 mil reais que ajuda a pagar os 40 mil reais de consumo de luz da sede e do estádio.
2 – Às pessoas veem à sede e compram mesas para a trasladação e o Círio; estamos vendendo camisas com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré e todo este dinheiro ajuda a pagar em dia os compromissos do Paysandu.
3 – O projeto está preparado para a diretoria construir a rampa que dará acesso aos cadeirantes à sede social do Paysandu.
4 – Se o Paysandu não pagar em dia seus compromissos não terá a marca da CEF estampado na sua camisa. Todas as certidões o Clube tem porque paga seus tributos em dia.
5 – A LOBO é uma grande empresa dentro dessa empresa que é o Paysandu.
É o que há!

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QUANTO MAIS SOFRIMENTO, MAIS AMOR!

A Fenômeno Azul vibrou, torceu, sofreu…calou…, mas ao apagar das luzes gritou goooooooooollllllllll!
Com a vitória de 2 a 1 diante do “Belo” paraibano, Remo garante permanência na C do ano que vem.
Time azulino foi o dono da bola, mas se Pimentinha fosse exímio finalizador o resultado não seria tão apertado, como foi.
Pimentinha joga para a torcida, mas não joga para o time. É péssimo finalizador. É veloz, mas às vezes tropeça na bola.
Fernandes levou tanto traço de Pimentinha que saiu no primeiro tempo sentindo dores e cedeu lugar para Carlos Renato.
Enquanto teve fôlego, Dudu foi o cara do jogo, protegendo Ilailson pela ala direita, e dando o primeiro combate nos avanços de Rogério Gaúcho. Taticamente, ele é perfeito.
Eduardo Ramos jogou como sabe jogar: de uma intermediária à outra, chegando como homem surpresa nos dois gols, que deram a vitória ao Remo.
Sabendo que Ilailson estava improvisado na ala direita, Ademir Fonseca mete Dico correndo pelo setor esquerdo do ataque botafoguense.
Com a posse de bola, Eduardo Ramos ou Flamel metiam em diagonal para Pimentinha, que “entortava” Fernandes, mas, como de sempre, não finalizava.
Finalmente, aos 25’, o veloz atacante azulino recebe, deixa para trás Fernandes e mete a bola entre as pernas do zagueiro Valber e vindo de trás Eduardo Ramos finaliza fazendo Remo 1 a 0.
Aos 30’ Flamel bate para fora, e aos 32’ entra na pequena área e em vez de finalizar, tropeça na bola.
No segundo tempo, Ademir faz mudanças tática: Fernandinho, que entrara no posto do lateral direito Sapé, passa para o meio-campo e Djavan passa a ser o lateral-direito.
O Remo, aos 2’ e aos 3’ perderam gols de cara com Pimentinha fazendo o que mais sabe fazer, finalizar mal, e Eduardo Ramos forçando goleiro Michel Alves a fazer “milagre”.
Aos 6’, numa enfiada de Djavan, e a consequente falha da zaga azulina, Dico fica de cara e empata a partida em 1 a 1.
Sai Dudu para a entrada de Edgar; Ilailson cedeu posto para Jaime e o Remo mais ofensivo, mas se perdia nas finalizações e nas ótimas defesas do goleiro Michel Alves.
Aos 38’ o árbitro Vanderson Alves expulsa o excelente volante Magno.
Finalmente, aos 40’ Flamel, em lance milimétrico, tem a visão periférica e mete na cabeça de quem vinha de trás entre os dois zagueiros: Eduardo Ramos cabeceia no contrapé do ótimo goleiro botafoguense: 2 a 1!
Com este gol, Remo chega aos 21 pontos e é o quarto colocado na A da série C.
Quanto mais sofrimento, mais amor!
É o que há!

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ALÉM DE JOGAR MAL, AINDA É ASSALTADO

Leonardo Garcia, no jogo em que Paysandu e Paraná empataram em zero a zero, me fez lembrar dos rabos-de-cabra da década de 90, que arbitravam no Pará, e quando estavam no “bolso” apitavam correndo em uma faixa do meio-campo.
O apitador carioca, que apitou Papão e Tricolor da Vila Capanema, pela 21ª rodada do brasileiro da B, influenciou no resultado, porque não marcou pênalti cometido pelo zagueiro Eduardo Brock, aos 46’ do segundo tempo.
Rodrigo Andrade ao cruzar da linha de fundo a bola foi interceptada pelo braço do zagueiro que estava descolado do corpo. Portanto, impediu que a bola chegasse ao centro da área do goleiro Richard.
Garcia não viu. Estava longe do lance, mas o assistente Carlos Henrique Alves de Lima Filho viu e não marcou porque é covarde!
Meio-campo bicolor não pensou, não criou e nem ameaçou, no primeiro tempo. E nem podia criar: jogou com três volantes!
Time de Lisca não ameaçou a zaga bicolor bem posicionada com Gualberto e Lombardi.
Com Vinicius Kiss pela direita, Rafael Lucas centralizado, e Robson pela esquerda, não chutaram nenhuma bola para o gol de Emerson.
A ameaça paranista veio através de cabeceio do zagueiro Eduardo Brock, com a bola escapando sobre o arco bicolor.
Time bicolor teve três oportunidades: aos 12’ com Augusto Recife; 40’ em bola parada, Rodrigo chutou forte com a bola resvalando em Robson e o goleiro Richard tirou com o olho, e aos 43’, Carandina em chute forte que o goleiro do Paraná espalmou para escanteio.
No primeiro tempo, Marcão e Rodrigo não apareceram em campo.
Pelo time do Paraná, Renatinho, bem marcada, não conseguiu fazer com que a bola chegasse aos atacantes.
Com Diego Ivo(que fez bonito) no posto de Lombardi, Paysandu iniciou o segundo tempo tomando susto em cobrança de falta de Renatinho, que Maidana cabeceou para ótima defesa de Emerson.
As entradas de Diogo Oliveira, no posto de Recife, e Rodrigo Andrade no de Rodrigo em nada melhorou o sistema ofensivo bicolor.
Pelo lado do técnico Lisca, ele tira Vinicius Kiss e mete o rápido João Pedro, que num contra-ataque puxado por Renatinho, àquele entra em diagonal e ao receber a bola bate de pé direito e Emerson espalmando a bola para escanteio.
A diretoria do Paysandu, devidamente documentada, deveria representar contra o apitador carioca Leonardo Garcia.
É o que há!

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O BAFENTO

Num dia de 1995, no cine Olympia, assisti ao filme Forrest Gump, na pele de Tom Hanks.
Sentado em um banco de praça, o rapaz contava histórias recheadas de boas intenções.
Igual ao personagem de Hanks, Washington, aquele das lajotas do Baenão, sonha como sonhava um “endinheirado” que passou pelo Paysandu, também na década de 90, o milionário internacional Augusto Morback.
Washington, que deve para Paulo Fernando e Mauro Borges por serviço de propaganda em rádio, revelou em restaurante, no centro de Belém, que a imprensa tem culpa pelos insucessos de Remo e Paysandu.
“Se se vai ao cinema e não se gosta do filme, não se tem o dinheiro devolvido”, disse o megalomaníaco, que é amigo de juízes, segundo ele, porque nós da imprensa engrandecemos torcedores remistas e bicolores.
Revelou ante alguns remistas presentes à mesa, que os “conselheiros do Remo são lisos, que não metem a mão no bolso para ajudar a instituição”.
Que trará a Belém seleção de másters para jogar contra o “imprensa Show” no seu complexo, em Ananindeua, e que “toda a imprensa esportiva paraense se fará presente à grande festa”.
O Baenão será reaberto por ordem do Corpo de Bombeiro e receberá 15 mil torcedores para o jogo entre ex-jogadores do Remo e ex-jogadores da canarinho, e que a diretoria azulina deve ganhar 300 mil reais pela reabertura do “Evandro Almeida”.
“Venderei ingressos de forma corporativa. Chego numa empresa e vendo de 50 a 100 ingressos”, garante.
Pelo que me cabe, após ouvir as verborragias do “Forrest Gump”, reagi ao meu modo, dizendo na lata que as bandeiras de Remo e Paysandu já serviram de “protetor” para vagabundos, bandidos e corruptos, que ganharam dinheiro e os clubes não lucraram nada.
Não é a primeira vez que eu e o Washington divergimos, porque não tolero a arrogância e a soberba de quem tem passado duvidoso com passagens pelo interior do Estado em contratos com prefeitos corruptos.
Desta vez houve ameaça. “Se tu me chamares de corrupto, te acerto! ” Respondi: “Nesta terra enfrentei gente poderosa, e estou aqui! ”
Ele se levantou da mesa e foi embora, com a certeza de que na imprensa paraense tem quem conheça sua história e com coragem para escancarar ao público.
Diferente de Walt Disney que um dia disse que “não fazia filmes para ganhar dinheiro, ganhava dinheiro fazendo filmes”, o “Forest Gump” paraense ganha dinheiro contando bafo.
É o que há!

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“NÃO ACOMODO NADA NA MINHA VIDA”

Da última vez que falei com Josué Teixeira foi no gramado do Baenão, e ele ao me ver disse: “Tu és amigo do Sérgio Dias! ”. Respeitei o local de trabalho do técnico de futebol.
Ao passar alguns dias em Belém, esperando pelo pagamento dos seus direitos trabalhistas, após deixar o Baenão, fui ao condomínio onde morava, e, pelo interfone, Josué me disse que não poderia me receber naquele momento. Pensei que não desejava se encontrar comigo.
Quinta-feira, 17, 9h, entrada do TRT-PA, fico frente a frente com o senhor Josué Teixeira, que me cumprimentou sorrindo e houve reciprocidade de minha parte. Pedi uma sonora, e ele se demonstrou receptivo, mas antes lhe revelei algumas verdades sobre o jornalista esportivo José Maria Trindade.
– Josué, não tenho dirigentes amigos. Tenho respeito por alguns dirigentes. Nem na imprensa esportiva desta cidade tenho muitos amigos. São poucos. O meu jornalismo é factual, e é por isso que estou aqui. Não sou bifronte! Não sou chalaça! Não sou repórter bandido do tipo de alguns que vivem dentro dos clubes fazendo marketing! Não entrevisto “cartolas” vagabundos que estão nos clubes para aparecer. Não “acho” nada, Josué, busco a verdade e nem vivo copiando colegas como alguns jornalistas caraduras velhacos.
– Eu adoro a verdade – respondeu o ex-técnico remista!
Antes da audiência, eis meu papo com o Josué Teixeira.
SERGIO DIAS
Quando ele me procurou no RJ falei a ele da minha linha de trabalho. Não engano ninguém. Todos sabem que sou um profissional sério: cobro disciplina, cobro conduta, várias coisas. A gota d’água do nosso relacionamento aconteceu quando Edgar, na véspera de um RE-PA, fez o que fez e o Sérgio falou para o meu auxiliar: “Entre Edgar e eu, ele preferia que eu fosse embora, e o Edgar ficasse. ” Daí em diante foi uma relação difícil. Como não acomodo nada na minha vida, tive que tomar posição e punir Edgar.
MANOEL RIBEIRO
Ficou do meu lado. Tanto que a minha demissão foi uma surpresa. Ele sempre se posicionava favorável a mim. Eu esclarecia tudo ao presidente.
EDGAR
É um belo jogador. Perde para ele mesmo! Eu não tenho concessões quando comando um grupo de jogadores. Têm algumas coisas que se negocia. A disciplina não é negociável. Esta tem que ser cumprida. É rígida! É assim que eu acredito na vida! Se você não pune o atleta, você será punido depois!
FRITURA
Senti isso a partir da minha decisão de cortar relação com o diretor. No futebol a gente sabe quando começa um processo de “fritura”. Eu sabia que era uma questão de tempo!
AS CONTRATAÇÕES
Eu saí do Remo, mas os caras não param de falar de mim porque criticam os jogadores que eu trouxe. Os jogadores, que segundo eles são muitos ruins, o time está no G4 com uma derrota. Eles esquecem que quem trouxe o Vinícius, que hoje é muito bom, fui eu. Pimentinha veio para cá por causa de mim; Edgar, por causa de mim; o André, por causa de mim. Os jogadores que fazem sucesso, eles não contam. Eles alegam, somente, os jogadores que eles não gostam.
SENTIMENTO DE CULPA
Como culpa? Trouxe jogadores que foram sucesso na série C ano passado. O Danilo está aí! João Paulo vem jogando! Bruno vem jogando! Gerson, jogando! Pedi o Careca, do Atlético Acreano, que agora está no Cruzeiro. É muito fácil, hoje, colocar tudo na minha conta!
JORNALISMO ESPORTIVO
“O jornalista tem que se preocupar com a verdade. Não com a opinião dele”. Quando o jornalista dá opinião, ele deixa de ser jornalista para ser comentarista! É claro que a tendência não é proteger o forasteiro! Eu só tenho compromisso com a verdade!
DESPEJADO
É fato! Os donos do ap entraram em contato com a diretoria (“Magnata”) e informou que eu não pertencia mais ao Remo e quem pagaria aluguel era eu e não o Remo. Liguei para o presidente Manoel Ribeiro, e me disse que quem pagaria era o Clube do Remo, mas foi uma situação ruim…, que o presidente Manoel Ribeiro pagou!
SALÁRIO
O valor total para eu ir embora sem briga era de 120 mil reais. Me dá 20 e parcela o resto que eu vou embora. Esperei. Nem proposta o Clube me apresentou. Iriam me dá um carro, mas nunca me apresentaram o carro. Eu cheguei a procurar um carro para ajudar o Clube do Remo.
JOSÉ MARIA TRINDADE
Nada contra o repórter José Maria Trindade. Eu falo com todo mundo, Zeca, o tempo todo. Não me escondo das coisas. Tenho compromisso com a verdade! Desejo sucesso ao Clube do Remo!
AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO
“Pela ordem, o reclamado (CR), requer a devolução do prazo para apresentar contestação, considerando a emenda inicial” proposta pelo advogado do reclamante.
Esta primeira audiência ocorreu no QUINTAL DA CONCILIAÇÃO, do TRT-PA, e, após apresentação do processo, o patrono de Josué Teixeira acrescentou outros fatos, do qual o Clube do Remo não teve conhecimento.
O processo será julgado pelo juiz Raimundo Itamar, da 16ª Vara, dia 28.09.2017, às 8h55!
PROCESSOS PIPOCAM CONTRA O CR
Em vara de Santa Catarina, Ciro cobra 250 mil reais; Gilsandro, em Salvador, 300 mil reais. Estes processos o departamento jurídico azulino pede a transferência para TRT-PA. O goleiro Fernando Henrique cobra 400 mil reais, e audiência será segunda-feira, 21, na 14ª Vara!
É o que há!

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EMENDA PARLAMENTAR GARANTE A SEGUNDINHA

As enxurradas das emendas parlamentares salvaram a pele do presidente Michel Temer.
Uma emenda parlamentar estadual salvou a segundinha de 2017 gerenciada pela FPF.
Emenda parlamentar é constitucional. É um instrumento que o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas estaduais dispõem para participarem da elaboração dos orçamentos anual da nação e dos estados, diz a constituição federal.
“Por meio de emendas, os parlamentares procuram aperfeiçoar a proposta encaminhada pelo poder executivo, visando uma melhor alocação dos recursos públicos. As emendas podem ser individuais ou coletivas (de bancadas) ”, conclui o texto constitucional.
Na manhã de quarta-feira, 16, em gabinete da Casa Civil do governo do Estado do Pará(foto), acompanhei as tratativas para que garantiram a realização do campeonato da segunda divisão, que classificará dois clubes para o Parazão de 2018.
“Há uma ordem do governo que não tem dinheiro para futebol. O governo garante a conclusão dos projetos sociais e a folha de pagamento do funcionalismo público. O governo já tem dinheiro para pagamento da 1ª parcela do 13º salário deste ano”, revelou José Megale, chefe da Casa Civil.
Maurício Bororó argumentou que a segundinha envolverá clubes de regiões importantes do Estado, mas Megale arguiu reafirmando a orientação do governador Simão Jatene sobre a aplicação dos recursos públicos em momento de crise financeira.
– E a tua emenda parlamentar, Milton? – Indagou Megale.
Deputado Milton Campos coçou a cabeça, pensou e respondeu: “Tem tempo para apresentar a emenda, Megale?
O chefe da casa civil se levantou foi lá para dentro, e depois de alguns minutos voltou: “Tem 20 dias. Apresenta a emenda! ”
– São 150 mil reais. Dá para bancar? – Quis saber Milton Campos. – Dá – garantiu Paulo Romano.
– Então, o campeão da segundinha receberá troféu “Milton Campos” – postulou Bororó, e teve o aval dos presentes.
Desde ano passado, em outubro, que o governo do Estado vem sinalizando de que não há dinheiro para bancar o futebol gerenciado pela FPF; é chegado o momento dos atuais dirigentes buscarem alternativas junto aos empresários paraenses.
“Estamos sintonizados com a situação, e pensando neste problema que a Federação contratou o marqueteiro Renato Costa, que será apresentado sexta-feira, 18, às 16h, na sede da FPF”, confirmou Adelcio, presidente da entidade.
Além da emenda parlamentar que garantirá a logística da segundinha, deputado Milton Campos doará à FPF ambulância zerada.
É o que há!

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“OU PAGA PROFUT OU PAGA JOGADORES E JUSTIÇA”

É sempre prazeroso para este velho repórter ir ao Mangueirão.
A quando de jogos, chego cedo e me enturmo com os ambulantes entre um “chopinho” de fruta com pastel de camarão ouço como passa cerveja, “limãozinho”, e uísque para as arquibancadas do Mangueirão. Sei como chega o produto, mas não serei dedo-duro.
No último jogo, no Mangueirão, o pessoal da limpeza amontoou mais de 3 mil latinhas de cerveja. Como passaram os pacotes? Como a cerveja foi gelada? É uma tremenda hipocrisia não liberarem a venda de cerveja nos campos de futebol de Belém do Pará.
À tarde de terça-feira, 15, fui ao Mangueirão assistir ao treino do time do Remo, e por algumas horas, Lino Machado, Brás Chucre, Maurício Bororó, funcionários da SEEL e eu esquecemos de tudo para falarmos um pouco de cada tema: política, futebol, Baenão, Paysandu, Remo, Nunes (CBF), Jader Barbalho, Artur Tourinho, o maior “traço” da história do futebol paraense (Jobson à tarde veste a camisa do Remo e no outro dia amanheceu na Curuzu), e a forma de jogar do Corinthians.
Dois temas me chamaram atenção:
1 – No governo do PT, os pastores das igrejas neopentecostais jogavam “pelada” no gramado do Mangueirão. “Todos os pastores que vinham para congressos em Belém batiam suas ‘peladinhas’ no Mangueirão. Liberado pela governadora Ana Júlia Carepa”. Pira paz! …
2 – Artur Tourinho está costurando seu retorno ao quadro de conselheiros do Paysandu Sport Club.
Em metade do campo, Léo Goiano comandava treino-técnico-tático com mudanças no time principal: Vinícius; Jaime, Leandro Silva, Martoni e Jaquinha; João Paulo, Dudu, Flamel e Eduardo Ramos; Pimentinha e Luiz Eduardo. A título de experiência, Léo Goiano passa Flamel para a ala direita e Jaime entra no posto de Luiz Eduardo.
Ao ser questionado pelo repórter-editor deste blogue sobre a sua inquietação em campo, atacante Luiz Eduardo respondeu: “A bola não chega. Tenho que ir em busca. E cansa! ”
Em banco de reserva (foto), Manoel Ribeiro assistia ao treino, e revelou que fez empréstimo pessoal para bancar folha salarial de junho dos jogadores, e que o PROFUT tem sido uma carga pesada para o Clube do Remo cumprir com 42 mil reais todo mês.
“Ou o Remo paga o PROFUT ou paga jogadores, funcionários e justiça. Temos pago a justiça. Esperamos que o presidente da República edite logo a Media Provisória que dará fôlego aos clubes que estão em débito”, revelou o presidente do Remo.
Sobre o depósito de 10 mil reais à 16ª Vara-TRT-PA, Manoel Ribeiro garantiu que até sexta-feira o Clube fará o pagamento. “A renda de domingo não terá bloqueio porque pagaremos os dez mil reais que faltam daquele acordo dos 30% das rendas”, confirmou.
Volto ao sétimo parágrafo deste texto: Artur Tourinho foi o mais premiado presidente da história do Paysandu, contudo, pecou por misturar família e política com o Clube. Colocou a esposa e o filho para ganharem dinheiro com a marca Paysandu.
É o que há!

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100 ANOS DO BAENÃO, 3 ANOS DE SOLIDÃO!

Num dia de dezembro de 1979 eu adentrava pela primeira vez às dependências do Baenão como repórter da Rádio Guajará-AM.
Começa a realização de um sonho idealizado nas barrancas do Rio Amazonas, em Macapá.
O Remo tinha um timaço comandado por Jouber Meira e o clube presidido por Manoel Ribeiro, que encabeçava o “trio de ouro” ao lado de Ronaldo Passarinho e José Miranda.
Inocente puro e besta, deparei-me com Jurandir Bonifácio, que já o conhecia de Macapá, do Estádio Glicério Marques, quando Remo lá jogava contra Juventus, São José e Santana.
Falei ao “Juruca” que estava ali como repórter da Rádio Guajará, e logo ele cuidou da minha apresentação: às cozinheiras (Maria e Naza), “seu” Jorge Dahas e aos colegas Fontes Filho, Nonato Santos e Adonai do Socorro.
A minha relação com o Baenão é de gratidão, porque se hoje sou o que sou nesta terra – aos trancos e barrancos –, tudo começou no “Evandro Almeida”, quando aqui cheguei trazendo na bagagem o sonho de ser professor e jornalista. Havia passado no vestibular de Letras da extensão da UFPA no antigo Território Federal do Amapá.
Além de Jurandir Bonifácio, que me mostrou os caminhos de uma concentração, conheci gente que me estendeu às mãos e me ajudou a ir à faculdade em busca de conhecimentos: Jorge Dahas dava-me cinco cruzeiros, semanalmente, para o ônibus, e carne bovina para manter minha despensa. Foi o primeiro paizão que encontrei em Belém!
O Jurandir Bonifácio já sabia que eu era bicolor, mas se manteve calado. Um dia, Dahas me indaga qual o meu time em Belém, e eu sem meias palavras revelei: “Seu Jorge, torço para o Paysandu, mas aqui não está o torcedor, está o profissional! ” Percebi que o “dono do Baenão” passou a me respeitar muito mais e me aconselhava sobre os perigos de ser torcedor bicolor enfronhado dentro da toca do Leão.
Tempo passa e conheci homens de caracteres elevados: Paulo Motta, Ubirajara Salgado, Tonhão, Ronaldo Passarinho, João Braga de Faria Junior (que me salvou de ser despejado de apartamento que comprara no Conjunto Império Amazônico e de quem comprei não me passou documentos e nunca havia pago prestações da TROPICAL), Vinícius Bahuri de Oliveira, Dhélio Guilhon, Hamilton Guedes, Raimundo Ribeiro e Orlando Ruffeil, que me auxiliou neste texto com um pouco da história do Baenão, que hoje faz 100 anos.
Após seis anos da reorganização do Clube do Remo, o estádio Baenão foi inaugurado na administração do presidente José da Gama Malcher, com a partida inaugural acontecendo entre Reserva Naval e Liga Paraense de Futebol.
O time do Remo pisou pela primeira vez a grama do Baenão em 02.09.1917 e venceu do Phanter Clube de 3 a 1.
Em 14.10.1907 os times de Remo e Paysandu jogavam pela primeira vez no Baenão e houve empate em 1 a 1.
Sistema de iluminação foi implantado em 15.08.1940, e em 04.08.1965 foi reconhecido com estádio “Evandro Almeida”, homenagem ao ex-atleta e grande benemérito do Clube.
Dois ícones dos seus tempos passaram pelo Baenão: Pelé, com o Santos, em 29.04. 1965, e Eusébio, com Benfica, em 08.09.1968. Santos 9 a 4, e 1 a 1 com o Benfica de Portugal.
Baenão, que por pouco não foi vendido em 2010, mas que teve seu escudo da parte frontal, pelo lado da Almirante Barroso, destruído pelo presidente da época Amaro Klautau, foi minha “casa” por muito tempo. Vi coisas do arco da velha – e continuo vendo -, e aprendi a ser repórter esportivo setorista com as lições do meu mestre, o “Mais azul da cidade”, que se foi… mas que guardo seus ensinamentos, que me servem até hoje. “Trate bem o porteiro e a cozinheira de um clube”.
Em 2010 aconteceu a pior de todas as desgraças que o Clube do Remo já viveu: com a saga de ser deputado estadual, o presidente Zeca Pirão destrói parte da estrutura do Baenão – anunciado pelo “marqueteiro” e “chateado” Paulo Caxiado como a maior arena da Amazônia, a ser construída, mas o projeto não passou de um espasmo ilusiocionista.
Hoje, 100 anos do Baenão, 3 anos de solidão!
É o que há!

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“PSC É UMA EMPRESA QUE PAGA EM DIA SEUS COMPROMISSOS E TEM FUTURO”

Muito do que acontece com nossos filhos passam pelos exemplos em casa.
Nossos filhos são nossas extensões, principalmente na formação do caráter.
Os “muleques” crescem ouvindo, em volta da mesa, as conversas dos mais velhos.
Essas conversas, as prosas, as resenhas, os exemplos do papai e da mamãe forjam os futuros homens e mulheres – os nossos rebentos.
“Na nossa casa, meus filhos ouviram, em volta da mesa, muita conversa sobre o Paysandu”, revelou-me o engenheiro Antônio Diogo Couceiro pai de Tony Couceiro, presidente do Paysandu.
Atualmente, o Papão é comandado por uma geração de jovens que foi moldada pelos pais bicolores: os couceiros, os Aguileras, Os Serenis, Os Pires (vice-presidente Alexandre Pires, filho de um dos maiores meias do futebol bicolor, Patrulheiro) e outros…
Na manhã de domingo, 13, dia dos pais, encontrei na Curuzu pais acompanhando os filhos na corrida do Papão, e entre criador e criatura encontrei Antônio Couceiro (pai) e Tony Couceiro (filho) (foto) e com os dois o blogue teve um dedo de prosa.
TONY
É uma dádiva para mim ter o meu pai, com 77 anos, gozando de saúde, do meu lado, participando das coisas do Paysandu e sempre me dando conselho. É gratificante!
ANTÔNIO COUCEIRO
Na minha casa a gente fala de Paysandu. O Paysandu é o nosso café da manhã, o nosso almoço e o nosso jantar, e tenho está felicidade de estar junto dos meus dois filhos porque nós, também, trabalhamos juntos. O Tony tem o DNA do Paysandu. O meu sogro, o avô dele, foi presidente do Paysandu: Waldemar Valério. E eu também fui presidente do Paysandu e, agora, ele. Somos muito amigos! Meus filhos tomam bênção de mim e me beijam quando chegam à empresa.
TONY
Ele me aconselhou sobre a união no clube. Agregar todos. O Paysandu é mais forte quando todos estão trabalhando e dividi responsabilidades. Eu sou de muita conversa, de muita negociação e por isso todos estão conosco ajudando o clube.
ANTÔNIO COUCEIRO
Não! De jeito nenhum o Paysandu pensa em vender seu patrimônio. Não vão jogar a gente de encontro à torcida. Os Sereni não deixaram o Paysandu e estão dentro da náutica. Eles nunca saíram. Em momento de aborrecimento eles entregaram uma carta, mas estão trabalhando na náutica. O pessoal pode dizer o que quiser, mas nada atinge a gente.
TONY
Sempre que vamos jogar fora, vamos torcendo para ganhar, mas este ano o time muda a escrita e se encaixarmos em casa vamos ter muitas felicidades. Esta semana chegam as novas contratações para reforçar o grupo. Durante esta semana estarão chegando as novas contrações. O Roger está trabalhando neste sentido. Esta semana tem novidades!
ANTÔNIO COUCEIRO
Sobre a máxima de que o dia que o Paysandu fosse bem administrado o clube não teria futuro, Couceiro respondeu com uma sonora “imbecilidade de muitos! Paysandu está organizado! ”
TONI
Nós pagamos nossas contas em dia. Vendemos 9 milhões de reais, em 2016, dos produtos LOBO. É lógico que tem impostos, funcionários, distribuidores, mas isso dá um fôlego financeiro, dá um capital de giro grande ao clube e ajudam a pagar as dívidas que ficaram do passado: Gilson Grazotin, de 94; Mancha, e este mês pagamos dia 9, na 6ª Vara-TRT-PA, R$ 114.500,00 (cento e quatorze mil e quinhentos reais), e vamos continuar pagando porque o Paysandu é uma empresa e empresa que não paga impostos, não tem futuro, o Paysandu tem futuro porque se não pagar não teremos patrocínio da CEF. Tratamos o Paysandu como uma empresa, e como tal pagamos tudo em dia. Não é só a LOBO a fonte de renda do Paysandu: 1- A LOBO; 2 – Os patrocínios (CEF); 3 – Sócio bicolor, e 4 – Renda dos jogos. Mas o torcedor é importantíssimo. Sem o torcedor, Paysandu não existiria.
Taí a verdade sobre as finanças da empresa Paysandu Sport Club.
É o que há!

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“PAI, SEGURA ESTE CÁLICE!” PAY(SANDU), OBRIGADINHO! “LEVANTA A CARA QUE NÃO FALO COM BANDIDO!!!”

Uma única bola chutada a gol, pelo time remista, aconteceu aos 15’ do primeiro tempo, em jogada de escanteio. E somente!
Perdeu de 2 a 0 para o CSA que teve posse de bola, mas pecou por não ser muito eficiente nas finalizações.
Edinho e Rafinha infiltrando-se pelo lado direito do Remo forçaram Ilailson se desdobrar e recebeu cartão amarelo.
Depois Edinho, que foi o melhor em campo, se desloca para o setor direito do ataque do time alagoano e forçou Gerson a receber cartão amarelo.
Ainda no primeiro tempo, Léo Goiano substitui Ilailson por Flamel, passando Dudu para a ala direita da zaga azulina.
Embora tendo maior volume de jogada e domínio de bola, ataque do CSA não chegava ao gol de Vinícius pela postura da dupla de zagueiros, Leandro Silva e Bruno Costa.
Aos 35’, em cobrança de falta da intermediária azulina, Rafinha mete direto no pé do poste direito de Vinícius com a bola se chocando no poste esquerdo: 1 a 0 CSA.
Impedido, aos 38’, árbitro Diego Lopez desmarcou gol de Tales.
Se no primeiro tempo, elenco remista foi um time lento, com o meio-campo não produzindo e os laterais não apoiaram, na segunda etapa Léo Goiano avançou a onzena, que passou a jogar com a marcação alta. CSA explorava os contra-ataques.
Visivelmente, Edgar demonstra que joga contrariado, e foi substituído, acertadamente, por Danilinho, que nada fez.
Eduardo Ramos, a esperança azulina por ser diferenciado, em nenhum momento conduziu a bola em direção ao gol de Mota. Não organizou as jogadas. Não foi o jogador que atua de uma intermediária à outra. Não foi elo, a sinapse, entre os jogadores, principalmente os atacantes. Foi substituído por Jaime, que, também, não correspondeu.
Luiz Eduardo se perde na referência de área, porque vem buscar a bola, já que ela não chega.
E o França, o “sinistro”, joga como se fosse um xerifão, às vezes jogando como atacante, o que não é a sua.
Pelo lado do CSA, Didira entrou no posto de Rosinei, e fez o segundo gol do CSA, numa falha de Vinícius, aos 40’.
Remo volta a jogar domingo, 20, contra o Botafogo-PB, no Mangueirão. E precisa vencer!
BAFEJADO PELA SORTE
Em futebol não basta jogar bem. Tem que ter um pouquinho de sorte.
Antes um Oeste, que não perdia havia nove jogos na Arena Barueri, Paysandu jogou sereno, tocando a bola e Nando Carandina, Rodrigo e Lucas Taylor jogaram sem medo de ser feliz!
Time de Marquinho marcava no seu campo e saia tocando a bola, e assim nasceu o primeiro gol com triangulação envolvendo Augusto Recife, Rodrigo e Lucas Taylor, que meteu cruzado da direita, rasteiro, e na trajetória a bola bate na perna de Rodrigo Sam, fazendo Papão 1 a 0, aos 12’.
Meio-campo do Oeste com Mazinho e Gabriel não articularam as jogadas devido à forte marcação de Augusto Recife, pelo setor direito, e Carandina pelo lado esquerdo.
Em jogada iniciada por Rodrigo, a bola chega em Lucas Taylor, que serve Bérgson, e este de peito de pé mete no canto direito do goleiro Rodolfo, em gol espetacular, aos 29’, com o Papão fechando o primeiro tempo com o placar de 2 a 0.
Time de Roberto Cavalo voltou para o segundo tempo com Henrique no posto de Rodrigo Sam, e passou a jogar no campo bicolor com intensidade.
Aos 16’ em jogada recuado de Lucas Taylor para Gualberto, este escorregou a bola sobrou para Robert que fez o primeiro gol do Oeste: PSC 2 a 1 no Oeste.
Com a saída de Augusto Recife para a entrada de Rodrigo Andrade, Papão perde o poder ofensivo, e o Mazinho e Gabriel dominam o setor de meio-campo.
Aí surge o segundo momento de luminosidade do técnico bicolor: tira Rodrigo, que fazia boa partida, e mete Magno para dar mais consistência ao ataque bicolor pelo setor esquerdo.
Em arrancada de Gualberto, Lucas Taylor é servido pelo lado direito e mete na cabeça de Magno, para fechar o cachão do Oeste, aos 28’: Papão 3 a 1.
E logo em seguida, em jogada iniciada por Carandina, Bérgson ao receber a bola e penetrar na área é derrubado pelo goleiro Rodolfo e o árbitro não marca pênalti claro.
Time bicolor sobe para a 14º colocação com 26 pontos.
Sábado, 19, em jogo que pode ser na Curuzu, Papão enfrentará o Paraná.
PAI
Sou como sou, espelho do seu caráter, imagem da sua consciência, reflexo da sua sabedoria, luz da sua imaginação.
Sou como sou, sua criação, sua extensão para sempre!
“Olha para mim, que eu não estou criando bandido, monstro, vagabundo! Estou criando Homem! ”
Pereirinha, obrigadinho, pelos exemplos, ensinamentos de não querer nada o que é dos outros. Com trabalho e retidão, você forjou o meu caráter.
É o que há!

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