DE PAI PARA FILHO

No planalto central do país o Papão tem um “padrinho” de prestígio: Walmir Oliveira da Costa, 59, ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho).
Ele bateu três vezes à porta dos gabinetes dos Presidentes da República, Lula e Dilma, para conseguir patrocínio da Caixa Econômica Federal para o clube do seu coração: Paysandu Sport Club.
Com a adesão do Clube ao PROFUT, em agosto de 2016, o ministro viu o seu esforço recompensado com a logomarca da CEF estampada no peitoral das camisas do Clube que deu – e continua dando – as maiores glórias para o futebol da Amazônia.
No final da manhã de sábado, 13, no portão do estádio “Leônidas Castro, o repórter José Maria Trindade, editor deste “condomínio” digital, ficou frente a frente com o magistrado, que falou ao blogue.
PATROCÍNIO DA CEF
Há 3 ou 4 anos enviei ofícios à presidência da Caixa Econômica solicitando patrocínio financeiro para o Paysandu e nas gestões dos presidentes Lula e Edilma não consegui respostas, mas na gestão do presidente Maia, com o Clube aderindo ao PROFUT, então voltei a contatar com a direção da Caixa e o presidente Alberto Occhi em junho de 2016 nos recebeu e em agosto de 2016 conseguimos o patrocínio.
2017
Voltamos à Caixa e eu pedi ao presidente que aumentasse a cota do Paysandu, porque o Paysandu estava recebendo valores abaixo do que recebiam clubes Náutico, Santa Cruz e CRB. Ele disse – o presidente da Caixa – que iria tentar aumentar o valor, mas não conseguimos.
MERITOCRACIA
O presidente da Caixa, Alberto Occhi, entendeu o nosso apelo e incluiu no contrato o premio “meritocracia” se o Papão fosse campeão da Copa Verde, mas, infelizmente, perdemos, mas o Papão ganhou a premiação pela conquista do paraense.
AUMENTO DE PATROCÍNIO
No início deste ano voltamos a se encontrar com a direção da Caixa, e ele verificou de ver o orçamento do banco para dar uma resposta ao presidente Tony Couceiro.
AMOR
Eu fiz – e faço isso – por amor ao Paysandu. Não pretendo nenhum reconhecimento.
ACABAR COM PATROCÍNIO
Não é verdade. O presidente da Caixa me disse: “Ministro, não é verdade. É apenas um boato.” Com nenhum clube, a Caixa renovou contrato.
SANEAMENTO
É claro que o Paysandu colaborou muito com o saneamento das suas dívidas, porque se não fosse essa condição não teríamos conseguido o patrocínio.
ACADEMIA
Nós, como membros da Academia Nacional de Direito Desportivo, estamos trabalhando para fazer um convênio, em âmbito nacional: o TST e os Tribunais do Trabalho para que dentro do PROFUT possamos fazer execução concentrada das dívidas de todos os clubes, que optarem, para que não haja bloqueios de rendas.
AMOR
É de família. Meu pai, em Irituia, era torcedor de beira de rádio, e passou isso para nós e eu passei para o meu filho Fernando que está aqui ao meu lado.
PAPA
Foi uma surpresa: na época já havia a marca LOBO. Tivemos em Roma, por conta de congresso internacional de direito esportivo, e lá, então, conseguimos audiência com o Papa Francisco e, em plena Praça de São Pedro, perante mais de 500 mil pessoas, eu entreguei a camisa do Paysandu ao Papa e disse: “Santidade, este Clube é o Paysandu de Belém do Pará, que ganhou do Boca Juniors, em plena La Bombonera de 1 a 0 pela Libertadores da América, em 2003”. E aí o Papa caiu na gargalhada. Ele é torcedor do San Lorenzo de Almagro.
P.S: Esta reportagem foi possível graças à bondade de ânimo do Fernando, filho do ministro. Obrigadinho!
É o que há!

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A ÁRVORE E O HOMEM

O mundo se assanha diante de assuntos polêmicos.
“Caso Robinho”, 34, condenado, em primeira instância, na Itália, por estupro a 9 anos de prisão. É crime hediondo!
Jogador brasileiro recorreu e pode ser absolvido, mas enquanto a justiça italiana não julga, Robinho está igual Ricardo Teixeira e Del Nero, cartolas, refugiados dentro do país.
Assédio sexual e galanteio mexeram com as suscetibilidades de francesas e americanas, representadas por Oprah Winfrey e Catherine Deneuve.
Em Belém, num evento no hotel bicolor, Maurício Bororó, vice-presidente da FPF, vestiu a camisa do Paysandu, sendo conselheiro do Clube do Remo.
Crime, machismo, “cantada” e vestir camisa de clube adversário deram (ou estão) dando o que falar: uns favoráveis outros contras.
Em Belém, o advogado e jornalista Hamilton Gualberto, em programa esportivo da Rádio Liberal-Am, revelou que se ele fosse conselheiro azulino pediria a “expulsão de Bororó” do órgão consultivo remista.
O que é pior:  vestir camisa de um clube adversário ou beijar a camisa de clube do mesmo Estado?
O que é mais malévolo: remista vestir a camisa alviceleste ou conselheiro advogado preparar processo trabalhista e mandar outro causídico assinar?
O que é mais acintoso: expulsar Bororó do CONDEL do Clube do Remo ou ser “condenado” por um assassino cruel e covarde?
“Pelo fruto se conhece a arvora” e o homem se conhece pel0 berço, pela obra,  pelo caráter, pela sua história.
“Aquilo que não posso falar como homem, não devo falar ou escrever como jornalista”.
E há quem esqueça o passado e não olhe no retrovisor da vida; alguns criminosos, corruptos, que se enrolam com as bandeiras de CR e PSC, desavergonhados, petulantes e soberbos se arvoram a ser “Critico dos Críticos” como se fossem as vestais da dignidade humana.
O Brasil passa por uma profunda transformação, e, como tal, os clubes deveriam ter suas “lava jatos” para expurgar dos seus quadros associativos assassinos covardes, corruptos, ladrões e patifes engravatados.
É o que há!

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SENTINDO O CHEIRO DA PERPÉTUA

Bragantino não engoliu o CR, no 1º tempo, e foi engolido na segunda etapa do jogo em que o Leão Azul ganhou de 3 a 0.
Nada de extraordinário no time azulino. A não ser a leitura perfeita de Ney da Matta, que mudou a história da partida com a entrada de Adenilson no posto de Andrey, que não criou e nem armou.
Aliás, não podemos cobrar, absolutamente nada, de jogadores que vêm para Belém ganhando 15 ou 20 mil reais de salário. Vêm para “roubar”.
Com um time reserva e 13 jogadores, comandados de Artur foram aplicados taticamente com a bola nos pés, mas se perderam nas finalizações.
E o Remo errando passes e o meio-campo jogando disperso dos atacantes: as três linhas – defesa, meio-campo e ataque – deixavam espaço para que o meio-campo do “Tubarão” chegasse tocando com Keoma, Pecel, Kleber e Marcelo Maciel.
Marcelo Maciel, aos dois minutos, entrou de cara com Vinícius e meteu sobre travessão.
O Remo deu a resposta: Elielton, pela esquerda, cruzou e Marcelo meteu sobre o travessão de Deco.
Até os 30’ quem mais criou e chegou à defesa do Remo foi o Bragantino, mas se perdeu nas finalizações.
Elielton, aos 35’, fez 1 a 0 Remo. O juiz desmarcou devido à posição irregular: impedido.
A saída de bola do CR era difícil, e o Bragantino, tocando a bola, jogava consciente e tocava com facilidade.
Cesár Moraes, técnico que passou por Remo e Paysandu, na década de 80, dizia que o bom “professor” tem 15’ para mudar a história de um jogo: saber fazer a leitura do primeiro tempo e mudar o seu time na segunda etapa.
Foi o que fez Ney da Matta: veio para o segundo tempo com Adenilson, no lugar de Andrey.
Elielton se deslocou para a direita; o melhor jogador do Remo, Felipe Marques, foi deslocado para a esquerda: mudou o panorama da partida, diante de um Bragantino cansado.
Por ter levado amarelo, Artur volta para o segundo tempo com Mauro Ajuruteua no posto do ótimo Pecel.
Se o primeiro tempo, o meio-campo jogou isolado da linha de atacantes, na segunda etapa, com Adenilson, houve aproximação e este organizou as jogadas.
Adenilson, aos 17’, cobrando falta em diagonal, meteu direto, e o goleiro Deco falhou ao tentar de ponta de dedo colocar a bola sobre o travessão: CR 1 a 0.
Aos 23’, Levy entrando em diagonal fez 2 a 0 Remo. O Bragantino já estava “morto”.
Com a entrada de Izaque, no posto de Marcelo, o Remo dominou e controlou o jogo.
E aos 31’, em jogada que começou com Levy, que serviu Eliielton e este meteu cruzado para a finalização de izaque: 3 a 0 Remo e fechado o cachão.
Pela quantidade de jogadores que contratou, esperava-se, tecnicamente, algo mais do Remo, mas foi frustrante, inobstante a vitória, a torcida azulina deixou o Mangueirão sentindo o “cheiro da perpétua”.
BLOQUEIO
Da renda obtida no Mangueirão, a 16ª Vara do TRT-PA levou 71 mil reais por determinação do juiz Raimundo Itamar.
“Desde julho do ano passado que o Remo não cumpria com os acordos, então pedi ao juiz o que é de direito, e ele fez cumprir o que está acordado”, revelou advogado Henrique Lobato!
Os 10% de bloqueio, determinado pela 10ª vara cível empresarial de Belém, advogado Gilmar Nascimemento, diretor jurídico azulino, revelou que a diretoria negociou com o empresário o parcelamento do débito de 360 mil reais.
É o que há!

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PAIXÃO, A NOSSA MAIOR INIMIGA

Quem nunca cometeu um ato de imprudência que me apedreje.
Qual “serumano” não teve um segundo da falta de juízo?
O monumental Albert Einstein dizia que “o universo e a estupidez humana são infinitos.”
Quem conhece o homem Maurício Bororó sabe que ele é um cara que não diz “não” a ninguém. Ele tem o prazer dentro da alma de servir o seu semelhante. É um homem bom!
Eu diria que Bororó é um ataráxico epicurista: vive em paz, não é ansioso, alma bondosa, não é maldoso, mas vive no futebol que é um mundo irracional, onde a paixão é a gasolina, que a qualquer sinal de faísca incendeia.
Como sendo um dos vice-presidentes da Federação Paraense de Futebol, Maurício Bororó e o presidente Adelcio Torres são homens públicos e, por assim dizer, são alvos de homenagens…
Foi o que aconteceu no início da tarde de sábado, em que a diretoria do Paysandu convidou Nunes, presidente da CBF; ministro do TST, Walmir Oliveira da Costa, e os dirigentes da FPF, Adelcio e Bororó, para serem reverenciados pelos bons serviços prestados ao Clube.
Cada um dos homenageados ganhou uma camisa da Lobo e vestiram. Foi o momento de ingenuidade de Maurício Bororó porque a imagem chegou a mim via “uatizap” e vi graciosidade na foto. Publiquei!
Tive o meu momento de imbecilidade: não imaginei que estava cutucando a paixão de milhões de torcedores do Clube do Remo, que se sentiram vilipendiados. Também fui atacado. Muita taca de todos os lados. Há anos vivo no fio da navalha
Digo a Bororó, a quem tenho profundo respeito, que não fui maldoso, talvez, brincalhão com a imagem, que está neste mundão de meu Deus. Sofro junto com você!
Brincamos Bororó, com a paixão, que por ser carnal, é exclusiva da natureza humana. E não se brinca com a natureza humana. Ela está dentro de cada um de nós e é, por si só, o nosso maior inimigo.
A paixão clubística não aceita brincadeira, não aceita amor do parceiro, que é divinal. Àquela é egoísta, odienta, cega, burra e louca!
Não tive a intenção de difamar um homem que amo fraternalmente por conhecer o seu boníssimo caráter.
Torcer, que dá origem a “torcedor”, tem varias definições e dentre muitas – “torturar” “atormentar”; e em determinadas construções frasais: “desvirtuar”.
Infelizmente, o mundo do futebol não entende o que é fidalguia.
É o que há!

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A VITÓRIA DA HUMILDADE

Diz o texto bíblico que os “humilhados serão exaltados…”
O momento mais alto da posse dos novos dirigentes da FPF (Adelcio, Bororó e Paulo Romano) aconteceu quando o presidente da CBF, Antônio Carlos Nunes de Lima, confessou um sofrimento oculto: “Quando lá cheguei fui humilhado e discriminado pela imprensa, isso porque sou de uma federação pequena, mas calei, e hoje estou aqui.”
Familiares, amigos, autoridades, desportistas e imprensa viram que o presidente da CBF falava de voz embargada. Soube dominar a emoção!
Não foram somente ataques da imprensa sulista, mas “monstro”, em Belém, que o Nunes matou a fome o ataca ferozmente porque é ingrato, e todo ingrato é mau-caráter.
Nunes foi à estrela da festa de posse dos novos dirigentes da Federação Paraense de Futebol. Bororó, um dos vice-presidentes, reconheceu o carisma do velho coronel Nunes.
“Eu vou indo, porque a festa é de vocês, Bororó”, refutou Nunes.
A passagem de Nunes e “staff” da CBF por Belém trouxeram à Federação a súmula eletrônica, a liberação de verbas para conclusão das obras do CEJU – Centro da Juventude e a fundação da Federação de Beach Soccer do Pará.
Nunes convidou o empresário Felipe Fernandes para ser o presidente da nova entidade, que tem o aval da Confederação Brasileira de Futebol.
Veio a Belém, Eurico Pacífico, diretor executivo da Confederação de Beach Soccer do Brasil, para os primeiros entendimentos com Felipe Fernandes, o indicado da CBF para implantar o futebol de areia em Belém.
“Agradeço ao amigo Nunes pela indicação, e vamos trabalhar para a implantação da entidade”, confirmou Fernandes.
Neste sábado, 13, Nunes e comitiva estarão às 9h visitando o CEJU e vendo as obras de reformas da drenagem dos campos, e em seguida irão à Curuzu, onde almoçarão com a diretoria bicolor.
Vale a pena ser fiel, Nunes. Para todo crítico, Nunes tem um sorriso e o caráter bondoso para saber perdoar.
É o que há!

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NUNES EM BELÉM: MUITA COISA PODE MUDAR

Filhos, netos, dirigentes da FPF, jornalista Zaire Filho foram a Val-de-Cães receber Antônio Carlos Nunes de Lima, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Veio acompanhado do jornalista Douglas Lunardi e do diretor de tecnologia da entidade, Fernando França.
Walter Feldman, secretário geral, chega a Belém às primeiras horas desta sexta-feira, 12.
Com simplicidade e sorrindo, Nunes chega a Belém como a maior autoridade do futebol brasileiro para empossar os novos dirigentes da Federação Paraense de Futebol: Adelcio Torres, Maurício Bororó e Paulo Romana, às 11h desta sexta-feira, 12, na sede da Tuna Luso Brasileira.
Antes, às 9h, Nunes terá audiência com o governador Simão Jatene, fazendo-se acompanhar dos dirigentes da FPF, dos deputados Jordy (federal) e Milton Campos (estadual).
No aeroporto, Nunes revelou ao blogue que o sistema de súmula eletrônica será implantado na Federação a partir dos jogos do Parazão.
“Não estou na minha terra somente para dar posse aos meus amigos Adelcio, Bororó e Paulo Romano, mas trazer novidades para o futebol de Belém: a súmula eletrônica que o Fernando França vai implantar na Federação”, confirmou Nunes.
O repórter José Maria Trindade, editor deste blogue, indagou sobre os recursos financeiros para as obras de reformas do CEJU (Centro da Juventude), que foi idealizado pelo Nunes quando era presidente da FPF, em 2013, e em 2014, antes da Copa do Mundo no Brasil, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, veio a Belém para a inauguração dos 4 campos: três de grama artificial e um de grama vegetal.
O presidente da CBF sabe que o trabalho executado por uma empresa paulista foi de qualidade duvidosa, e hoje uma empresa paraense está refazendo todo sistema de drenagem dos campos e reforço do muro que cerca 6,5 mil m².
“Sei da situação. A CBF recebeu da FIFA o legado da Copa do Mundo no Brasil, e o CEJU será concluído. Já está no orçamento para este ano. Já comuniquei o Adelcio do repasse dos recursos”, afirmou Nunes.
Sobre as placas de publicidades que são colocadas à beira dos gramados nos jogos do brasileiro das séries “A” e “B”, Nunes revelou ao blogue que “é competência do departamento de marketing da CBF com os clubes”.
Num restaurante da “Rômulo Maiorana”, Nunes foi cumprimentado pelos dirigentes do Paysandu, Tony Couceiro; Zezinho Alírio, da Tuna Luso Brasileira; os cronistas esportivos Pio Neto e Guilherme Guerreiro; pela Secretária de Esporte e Lazer, Renilce Nicodemus, empresário Giovane Maiorana e o cantor Fagner.
É o que há!

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2018 É O ANO DO CT BICOLOR

Em outubro de 2016, o Paysandu pagou R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) por uma área de 118 mil m², em Águas Lindas, na grande área metropolitana de Belém.
Área rica em árvores preservadas por lei, como a castanheira, o clube tem que preservar 40% da floresta existente, que é apensa à do Utinga.
O ex-dono entregou o patrimônio cercado, e em dezembro foi construído o portal com a colaboração dos endinheirados que amam o Paysandu.
Para a construção do Centro de Treinamentos “Raul Aguilera”, o departamento jurídico do Paysandu preparou a documentação exigida pela SEURB (Secretaria de Urbanismo) e SEMA (Secretaria de Meio Ambiente) e protocolou nos órgãos municipais.
Em dias da semana passada, a SEURB e a SEMA comunicaram à diretoria bicolor que as licenças (construção e supressão de vegetais) estavam liberadas desde que o clube pagasse R$ 18.000,00 (dezoito mil reais) à SEURB e R$ 70.000,00 (setenta mil reais) à SEMA.
Por lei municipal, Paysandu é considerado instituição de utilidade pública desportiva, e, portanto, isento de alguns impostos municipais, como o IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano).
(Neste mesmo patamar está o Clube do Remo).
Embasado na lei, Departamento Jurídico do Papão, ao comando do vice-presidente operacional, advogado Alexandre Pires, solicitará às secretarias municipais – SEURB e SEMA – as isenções das taxas.
A expectativa da diretoria é que no máximo em 40 dias, os alvarás sejam liberados, e o Clube inicie a construção de dois campos, vestiários e refeitório. “2018 é o ano do CT”, diz Alexandre Pires.
É o que há!

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IGUAL ONÇA…

Num dia do mês de setembro do ano passado o departamento de marketing da FPF, através do diretor Renato Costa, entregou à FUNTELPA (Fundação de Telecomunicações do Pará) o Plano de Marketing do Campeonato Paraense de 2018.
Terminou o ano 2017 e a superintendente da estatal, jornalista Adelaide Oliveira, não respondeu nem que“sim” nem que “não”, fazendo-se de mouca.
Perdeu o campeonato, perdeu a FUNTELPA e perdeu o torcedor de assistir a abertura do Parazão/18, domingo, 14, no Mangueirão, a uma festa recheada de fogos e cores como antes nunca visto em competições esportivas em Belém do Pará.
À FUNTELPA não custaria um centavo. Tudo bancado pela Federação Paraense de Futebol, a gestora da competição. E as belas imagens seriam geradas para os 110 municípios do Estado do Pará, chegando aos lares de 5,9 milhões de habitantes. É a praga da antropofagia cabocla que reina nesta terra.
Este blogue acompanhou – à latere – às reuniões da superintendência da FUNTELPA com os dirigentes da Federação (Maurício Bororó e Renato Costa), sobre a vontade da FPF em dar uma nova estética ao campeonato, mas não foi entendida por quem deveria compartilhar a idéia: nunca fez e não permitiu que se fizesse este ano.
Até 2016, quando a SEEL (Secretaria de Esporte e Lazer) bancava a logística da competição (R$ 1.200.000,00), a entidade gestora não tinha o compromisso de bancar passagens aéreas e terrestres, traslado e alimentação, mas a partir de 2017 a história mudou e o dinheiro encurtou. História que este blogue contou tintim por tintim.
Determinado pela FUNTELPA, FPF e clubes terão direito a duas (2) placas à beira dos gramados aonde os jogos serão realizados. É pouco. Muito pouco.
Programada para a tarde de terça-feira, 9, reunião na FUNTELPA com os dirigentes dos clubes e agentes federacionistas, a jornalista Adelaide Oliveira não compareceu, sendo representada por funcionários graduados, deixando os representantes das entidades desportivas desanimados, porque pretendiam expor seus pleitos à direção da empresa estatal de comunicação do Pará. “Infelizmente, não foi possível, mas o Paysandu aonde for jogar levará placas da Caixa e de cerveja”, revelou advogado Alexandre Pires, vice-presidente operacional alviceleste.
A FUNTELPA age igual a onça empapuçada: não come e não deixa os outros animais comerem. Cruz-credo!
É o que há!

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ANTROPOFAGIA CABOCLA

Até 2015 a FPF não tinha problemas com a logística do Parazão.
A SEEL (Secretaria de Esporte e Lazer) bancava, mas com a revelação das notas frias, em 2016, o órgão deixou de repassar à FPF R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais).
Em 2017  a logística do campeonato custou à FPF R$ 801.840,00 (oitocentos e um mil e oitocentos e quarenta reais).
Como o Paysandu é patrocinado pela CEF, R$ 654.000,00 (seiscentos e cinqüenta mil reais) do BANPARÁ são repassados à Federação e mais R$ 147.840,00 (cento e quarenta e sete mil, oitocentos e quarenta reais) oriundos dos 5% da FUNTELPA (cota de televisionamento).
2018: o problema do Parazão está na falta de dinheiro para a logística que vai além de R$ 1 milhão e a FPF disponibiliza dos mesmos valores do ano passado: oitocentos e um mil, oitocentos e quarenta reais. Houve majoração nas passagens aéreas, hospedagens e traslado.
Hotel mais barato em Tucuruí cobra R$ 4.915.000,00 (quatro mil, novecenrtos e quinze reais) para 23 pessoas com duas diárias e três refeições.
Em Santarém, R$ 5.998,00 (cinco mil, novecentos e noventa e oito reais) para 23 pessoas em duas diárias e 4 refeições.
As placas de todos os campeonatos realizados no mundo da bola são vendidas pelas entidades gestoras das competições: a FIFA vende as imagens para as TVs, mas as placas da Copa do Mundo, quem vende é uma empresa contratada pela Federação Internacional.
Os campeonatos brasileiros das séries “A” e “B”, a CBF vende à TV GLOBO às imagens, mas as placas à beira dos gramados quem vende é a CBF.
Jogos Olímpicos: as placas às margens das quadras, das piscinas e dos campos de futebol quem vende é o Comitê Olímpico.
No Parazão há uma antropofagia cabocla: a FUNTELPA, detentora dos direitos de imagens do campeonato, não vende as placas e não permite que a Federação e os clubes negociem com empresas interessadas.
FUNTELPA permite que a Federação e os clubes disponibilizem de uma placa. É pouco!
O campeonato paraense de futebol profissional chega, através do sinal da TV Cultura, a 110 municípios, dos 144 que compõem o Estado do Pará.
A população estimada do Pará pelo IBGE é de 8,2 milhões de habitantes e o Parazão é visto por 71% da população (5,9 milhões de telespectadores) é um potencial de propaganda inexplorado.
O blogue questionou a jornalista Adelaide, superintendente da Fundação de Telecomunicações do Pará (FUNTELPA), sobre o tema, mas antes intimou o jornalista José Maria Trindade, editor deste “condomínio” digital: “Não me faz pergunta difícil!”
“A Cultura vende o campeonato paraense: tem ALUBAR, ITECENTER, o governo do Estado e BANPARÁ. O mercado publicitário de Belém do Pará, infelizmente, não é tão grande, se fosse os campeonatos passados esse mercado publicitário já tinha garantido a viabilidade do campeonato. A Cultura vende, sim. Agora, é preciso a gente ficar alerta, porque a “Cultura”, como uma TV pública e educativa, não pode anunciar cerveja, isso faz parte das leis das emissoras educativas, correndo risco de perder a concessão. As educativas não permitem que se vendam seus espaços para determinados anunciantes. É óbvio que isso inibe que se consiga recursos.
Blogue questionou o limite de uma placa para a FPF e os clubes.
“Os clubes têm muita autonomia com suas placas nos seus estádios e a FUNTELPA poderia interferir e não interfere. A única coisa que a gente pede é um bom senso com a colocação dessas placas e tem alguns compromissos que a gente não pode abrir mão: o Paysandu tem um pouco dessa autonomia. Eu não acho pouco. A Federação tem uma placa, mas Remo e Paysandu têm mais de uma placa em Baenão e Curuzu. Eu quero que as grandes empresas se aproximem da Cultura. Para deixar bem claro: a FUNTELPA tem sido parceira da Federação: a gente pegou 5% do valor total do campeonato e repassamos à Federação Paraense de Futebol como taxa de gerenciamento, ou seja: já tem um valor para a Federação”.
Às 15h desta quarta-feira, na sede da FUNTELPA haverá reunião entre a direção da estatal, dirigentes de clubes e FPF.
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PSC MOSTRARÁ À CEF O SEU VALOR NO MERCADO

Semana decisiva para o futuro do Parazão deste ano.
E este futuro depende do Paysandu Sport Club em manter seu contrato com a Caixa Econômica Federal.
O Paysandu tem a 25ª marca mais valiosa do Brasil (R$ 27 mi), sendo a maior da Amazônia.
O Clube do Remo a 36ª avaliada em R$ 8,4 mi, segundo dados da BDO.
No Ranking FOLHA/2017, o Paysandu aparece como o 18º clube brasileiro com 302 pontos.
O que se percebe é que o Paysandu, a partir de 2013 com gestão transparente, implantada pela Novos Rumos, que começou com Vandick, o Clube teve reconhecimento internacional, principalmente na administração Alberto Maia, com a ajuda do marqueteiro Renato Costa, o Papão ousou em criar sua própria marca – A LOBO.
Paysandu Sport Club não para de ser notícia na imprensa nacional e internacional: pagando empresa para fazer a clipagem de tudo que a mídia publica sobre o Clube de Suíço é que o presidente Tony Couceiro estará com toda esta “bagagem” em Brasília, esta semana, para mostrar aos dirigentes da CEF da importância de renovação de contrato para mais uma temporada com a Caixa Econômica Federal.
Bom para o Paysandu, ótimo para a Federação Paraense de Futebol que depende do dinheiro do BANPARÁ, que deveria ser destinado ao Papão (R$ 654 mil), e que será destinado à logística do Parazão/18.
PAPA TÍTULO DO NORTE
No período de 1902 a 2017, portanto há 115 anos, houve 2.454 campeonatos estaduais, diz o jornalista amapaense radicado em Recife, Cássio Zirpoli.
Levando em conta as 27 federações estaduais, os “mais popularizados estão Ceará (44), Fortaleza (41) e no Pará Paysandu (47) e Remo (44)”.
No Brasil, o Papão da Curuzu só perde para o ABC, de Natal, que ganhou 54 estaduais, e o Paysandu é o segundo com 47 títulos (mapa removido).
Leão Azul é o sexto com 44 títulos regionais, e, na região Norte, é o terceiro, perdendo para o Rio Branco-AC com 45 campeonatos estaduais.
Na Amazônia, o Papão é o clube que deu e continua dando as maiores glórias para o futebol da região. É líder!
Com todo este cabedal de glórias é que Tony Couceiro vai a Brasília ter com os dirigentes nacionais da Caixa Econômica Federal.
Em BSB, o Papão tem “padrinhos” de alta hierarquia, inclusive na aprovação do projeto do Museu Bicolor, que o diga o desembargador Leonam Cruz, ex-presidente alviceleste.
É o que há!

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