OLHANDO PARA O RABO

Há um aforismo religioso que costumo ter em mente: “Aquilo que não desejo para mim, não posso desejar para os outros. ”
Sou fã do narrador Toninho Silva, e de igual modo ouço Cláudio Guimarães, Ronaldo Porto, Jorge Luiz e Carlos Gaia.
Nos comentários de rádio gosto do Crítico dos Críticos, advogado e jornalista Hamilton Gualberto, Paulo Baia (surpreende-me), André Junior (Metropolitana) e o professor Cláudio (para mim, o melhor de todos). Esses não falam merda e sabem fazer leitura de uma partida de futebol.
Por assim dizer, tenho o direito de tecer encômios ou criticá-los quando necessário, segundo meu pensamento.
O ótimo narrador Toninho Silva é useiro e vezeiro questionar, em programa da Rádio Liberal, valores de ingressos dos jogos de Clube do Remo e Paysandu, e o faz questionando o período que o povaréu tem ou não tem dinheiro.
Toninho Silva é empresário do ramo de publicidade, à frente de uma rádio de poste, em Icoaraci. Daí a pergunta: quanto vale uma publicidade na rádio do Toninho? Será que o excelente narrador esportivo gostaria que eu questionasse o valor de publicidade da sua “radio”?
Ou: do seu lucro, Toninho, quanto você repassa para a sua igreja, já que você é evangélico fervoroso?
Toninho, vá a um baile da saudade, na periferia, e observará que é o povaréu, pagando 20 “paus” para entrar e um balde com latinhas de cerveja de 20 a 60 reais. E ninguém reclama.
Ao consagrado advogado Hamilton Gualberto, que já me defendeu em alguns processos (e num deles paguei 15 mil reais) pergunto se ele obedece a tabela mínima de preços da OAB?
Du-vi-deo-dó! Em Belém – e no Brasil -, bancas advocatícias consagradas, como à do Hamilton Gualberto, Américo Leal, Oswaldo Serrão, Maciel, Maia, Barros & Souza, Jorge Borba e outras a porrada é seca.
Em 1979, quando aqui cheguei, dois advogados eram bambambãs: Dílson Novo e Paulo Rola!
Discutir valores dos ingressos dos jogos de Clube do Remo e Paysandu, em Belém, através dos programas de rádios, é não ter a sensibilidade para olhar para o seu próprio rabo e indagar: quanto vale a sua publicidade? E o seu saber jurídico?
Pensem no final do mês nos custos das folhas de pagamentos dos funcionários, jogadores e comissões técnicas. E os impostos? Segundo informações, Paysandu paga 300 mil reais/mês.
Temos que zelar, cuidar pelas nossas duas “locomotivas” se quisermos vê-las sendo tratadas como verdadeiras empresas.
É o que há!

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1, 2, 3 MARCELO VEIGA É FREGUÊS, CANTAVA A TORCIDA

Paysandu ganha de 3 a 0 do Bragantino, chega a 13ª colocação na série B do Campeonato Brasileiro com 35 pontos.
Ao final do primeiro tempo, os 21. 160 torcedores presentes ao Mangueirão vaiaram o time bicolor.
E vaiaram com razão porque o time alviceleste, nos primeiros 45’, não atacou o fraco do time de Marcelo Veiga.
A partida foi desenvolvida no meio-campo e os goleiros – Emerson e Felipe – não foram exigidos em jogadas mais acentuadas.
Leo Jaime escapava pela direita e quando não avançava cruzava sem que pudesse contar com as finalizações de Rafael Grampola.
Com domínio de bola, time bicolor jogava com Thiago Luiz e Leandro Cearense abertos e pelo meio, enfiado entre os zagueiros Jobinho, vindo de trás Rodrigo Andrade. Não deu certo.
Demonstrando nervosismo, Ratinho não se houve bem.
O melhor momento de gol quem teve foi o Bragantino, aos 40’, quando Leo Jaime penetrando pela direita chutou cruzado, Lombardi falhou e Grampola, de cara com Emerson, perdeu o que poderia ser o primeiro gol do primeiro tempo.
Voltando para o segundo tempo mais aceso, time bicolor adiantou a marcação e passou a jogar no campo do Bragantino, tendo em Rodrigo Andrade a referência de homem de frente.
Aos 5’, Thiago Luiz lança Rodrigo Andrade, que cruza na área para a penetração de Jobinho que toca na bola e faz Paysandu 1 a 0!
Marcelo Veiga processa substituições passando a jogar com 4 atacantes: Watson, Claudinho e Vitor Hugo entraram nos postos de Rivaldo, Alan Mineiro e Edson Sitta e de nada adiantou porque o time bragantino, tecnicamente, é fraco.
Aos 14’, em bobeira do zagueiro Ednei, Rodrigo Andrade toma-lhe a bola e passa para Leandro Cearense, que penetra e na saída de Felipe faz Papão 2 a 0.
Sem ameaçar a zaga bicolor, Bragantino ensaiava ataques, mas se perdia nas finalizações.
Em jogada de Leandro Cearense, que cruzou para Thiago Luiz e este deu passe de peito para Jhonnatan finalizar, marcando o terceiro gol bicolor.
Antes do término da partida a galera bicolor cantava: “1, 2, 3 Marcelo Veiga é freguês! ”
Este ano, como técnico do Clube do Remo, Marcelo Veiga enfrentou o Paysandu 3 vezes e empatou uma e perdeu duas (1 a 1, 2 a 1 PSC e 4 a 2 PSC).
Papão volta a jogar sexta-feira, 30, na “Ressacada”, em Florianópolis,  contra o Avaí.
É o que há!

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EU, O SECADOR

Além de estar com a garganta “baleada”, fui bombardeado pelo “uotizap” com mensagens virulentas de tudo quanto não presta, mas o que mais me deixou puto foi à pecha de “secador remista”.
De todos os meus defeitos, não faz parte deste repertório o sentimento de ver a desgraça dos meus semelhantes quanto mais da instituição Clube do Remo.
Nunca escondi de ninguém, que torço contra o Clube do Remo a quando do clássico RE-PA. Aí é outra história!
O meu sofrimento durou três horas porque no SHOW DE BOLA, da Rádio Marajoara-AM-1130, o programa indagou dos seus ouvintes: VOCÊ ACREDITA QUE O REMO PARTICIPARÁ DO MATA-MATA DA SERPIE C?
125 ouvintes participaram pelas linhas convencionais da Velinha Mais Tesuda do Brasil: 87 disseram não acreditar, e 38 acreditam na ação judicial impetrada pelo presidente do Clube do Remo junto ao STJD, no Rio de Janeiro.
A ida do presidente do Remo à Maravilhosa, logo após empate em zero a zero com América-RN, que desclassificou o Leão Azul paraense, serviu para “mundiá” o torcedor remista.
Como repórter esportivo, apresentador do SHOW DE BOLA, programa que detém o maior índice de audiência entre as emissoras AM, aos domingos, procuro levar conteúdo ao ar, com matérias sonorizadas que busco durante a semana.
Não sei fazer jornalismo radiofônico lendo jornais ou sites esportivos à frente dos microfones ou mandando abraço para sicranos e beltranos: bisbilhoto, garimpo fatos, não tenho medo de perguntar e nem chamo para técnico de futebol “professor” e para dirigente esportivo de meu “amigo” como fazem alguns repórteres esportivos despreparados.
É não saber se ombrear: repórter é repórter, dirigente é dirigente, técnico e técnico e jogador é jogador. E cada um na sua!
De todas as mensagens que recebi, uma me fez ser virulento e mercurial, porque, neste mundo cão que vivemos – como é o futebol – há quem só respeite na porrada. Quem muito se abaixa o toba aparece, diz o velho bordão.
Em seis anos deste blog, procuro fazer jornalismo esportivo. É o que sei fazer e faço com determinação, coragem e amor. Doa a quem doer; preparo-me para perguntar, e pergunto na lata. E procuro me identificar com os temas para poder abordar com conhecimento de causa.
“Tu não respeita o Remo…” Isso me tirou do sério, porque nunca desrespeitei a instituição Clube do Remo. Não respeito dirigente que não tem emprego fixo, e como digo no rádio: não respeito bandido, assassino, vagabundo, copiador caradura, quem passa cheque para endinheirado sem fundo, quem já levou empresas à falência, quem não tem berço (como os monstros), camafeus! É taca!
Antes de terminar o programa, eis a mensagem: “Oi Zé Maria: me desculpa pelas mensagens; é que fico triste quando falam do Remo; pô cara sou seu ouvinte, mas errei em algumas colocações, pois o seu programa é diferente dos outros; me perdoa; desculpa aí cara; vou lhe ouvir sem me expressar mais. ”
Gostosinho (a), não guardo ódio no meu coração e sei me recolher quando erro. Não errei, e se ataquei é porque fui atacado na hora do meu trabalho. Tenho consciência que assim como sou canhão, sou alvo, mas não “seco” ninguém – nem os monstros –, quanto mais o Clube do Remo.
Continuarei impossível. Continuarei garimpando fatos que ninguém tem coragem de divulgar. Continuarei – talvez – cruel, virulento, mas nunca “secador”.
É o que há!

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REMO CONTRA REMO

O Remo contra o Remo me faz pensar num aforismo do filósofo, escritor e crítico francês, Jean-Paul Sartre: “Não importa o que fizeram de ti, mas, sim, o que tu fazes daquilo que fizeram de ti”.
O que o Clube do Remo tem feito com àqueles que só mal tem praticado à instituição? Nada porque a instituição é impessoal, e administrativamente é igual terra arrasada.
Diante dos fatos, vejo a instituição fragilizada porque as facções que há dentro do clube partiram para o tudo ou nada, e, por assim dizer, o importante, para o poder que se instalou na sede remista é lutar pela manutenção do seu status quo.
Disse-me um conselheiro azulino que queria que o time se fodesse em campo porque seria a quarta derrota do “camafeu” e isso o deixaria enfraquecido perante o sócio azulino.
“Se o Remo chegar na B, ele dificilmente perderá a eleição”, disse-me o ex-dirigente. O desejo dos pseudos remistas se concretizou.
Um outro, em mesa de restaurante, não pediu segredo e sapecou: “Porra, de novo Manoel Ribeiro, Ubirajara Salgado, Sérgio Dias, Magnata, Roberto Porto, Ronaldo Passarinho. Esses caras precisam tomar chá de ‘semancol’”.
As “múmias” estão de volta, reunindo em restaurantes e arquitetando a tomada do poder.
“Não foi por falta de aviso. Eu não votei nele. Votei no Miléo”, confirmou Ronaldo Passarinho.
Na semana passada, em conversa com o presidente do CONFIS, Heitor Freitas, este confirmou que os atuais mandatários pretendem renovar o quadro de funcionários do Clube do Remo, porque estes “pensam que são os donos do clube”,  e na semana passada já aconteceu a primeira demissão, à do Pedro Siqueira Ramos, 46, que trabalhava na sede havia 24 anos.
“Eu queria saber o porquê fui mandado embora. Não quero falar, mas depois falo contigo”, garantiu Pedrinho.
Se o Remo tivesse dinheiro em caixa, a atual diretoria mandaria andar Eliezer, com 35 anos de Baenão; Mário Sérgio que chegou na sede azulina em 1992 com o presidente Raimundo Ribeiro e outros funcionários que são os “olhos” das “múmias” dentro do clube.
Há quem diga que a atual diretoria tem um coelho na manga da camisa: o assalto à sede em 1 de novembro de 2015, quando os bandidos levaram 423 mil reais e o caso vai caí no esquecimento porque o delegado Thiago José não tem provas para apontar culpados.
Na semana passada, Manoel Ribeiro foi ter com o delgado porque lhe chegou aos ouvidos que houve quem fosse à autoridade policial querer saber se o presidente do CONDEl tinha a ver com o roubo.
“Houve imprudência deixar dinheiro em cofre velho e local sem vigilância eletrônica e vigias sem armas”, é a conclusão do delegado.
O sumiço de uma betoneira, do Baenão; o problema de um sócio torcedor que morreu e a família descobriu que não havia apólice paga, e o terreno das Mercês, que está com as prestações atrasadas, deverão ser temas que transformarão a reunião do CONDEL numa imensa lavanderia de roupas sujas. Aguardem!
É por isso, que este blog, pleiteia ao presidente do CONDEL que abra a reunião do dia 3 à imprensa e ao sócio azulino.
É o que há!

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É MOLE?

MANOEL RIBEIRO CONVIDOU DELEGADO THIAGO JOSÉ PARA REUNIÃO DO CONDEL

Você que arrumar um inimigo, ajude um amigo, diz o velho bordão popular.
Descaradamente, este axioma acontece no Clube do Remo.
Apoiado por Manoel Ribeiro, Ubirajara Salgado, Antônio Carlos Teixeira e outros “cardeais”, o atual presidente do CODIR (Conselho Diretor) remista desafia quem lhe estendeu às mãos e ajudou a montar a escada para chegar ao topo do maior cargo dentro do Clube do Remo.
“Se essas figuras querem nos afastar do clube, querendo voltar, eu sou candidato”, revelou o presidente remista às rádios, acrescentando que o “Remo não tem dono” e indiretamente se referiu ao presidente do CONFIS (Conselho Fiscal) como “triste figura”.
Com a reunião do CONDEL marcada para o dia 3 de outubro, presidente do Conselho Deliberativo, Manoel Ribeiro, compareceu à tarde de sexta-feira, 23, à Delegacia de Repressão de Furtos e Roubos do Pará e convidou o delegado Thiago José de Menezes Dias para se fazer presente à reunião e explicar aos conselheiros as investigações sobre assalto que ocorreu na sede no dia 1.11.2015, quando bandidos levaram R$ 423.632.00 da sede do Clube do Remo.
“Se dependesse de mim, doutor Manoel Ribeiro, eu já estaria lá, mas tenho que comunicar e pedir permissão aos meus superiores. Prometo que levarei o tema ao delegado Rilmar Firmino e se autorizar, irei à reunião”, informou Thiago José.
Delegado informou a Manoel Ribeiro que os investigadores da DRCO encontraram um chip de celular, e o dono do aparelho foi identificado, mas revelou que o telefone lhe foi roubado, e que as investigações estão paralisadas.
O que intrigou o presidente do CONDEL é que pessoas ligadas ao Remo procuraram o delegado Thiago José querendo saber se Manoel Ribeiro tinha algo a ver com o assalto à sede do Clube do Remo.
IMPRESSÃO
A reunião extraordinária do CONDEL, do dia 3 de outubro, servirá para mostrar quem é quem na atual conjuntura azulina.
O CONFIS apresentará aos conselheiros RELATÓRIO DO MOVIMENTO FINANCEIRO DE FEVEREIRO DE 2016.
Presidente do CODIR questionará venda de Rony para o Cruzeiro e o assalto à sede azulina em 1.11.2015 e até o presente momento sem solução e fará defesa da atual administração.
Para o bem do Clube do Remo, este blog solicita ao presidente do CONDEL, Manoel Ribeiro, que a reunião seja aberta à imprensa e aos sócios do Clube para que a sociedade, e em especial o torcedor azulino, não seja ludibriado com falsas informações dos Caxiados da vida.
É o que há!

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NÃO ABRE MÃO DE ELMAR SAÚDE, E ANUNCIA DOIS DIRETORES

Marcelo e Maurício serão os diretores da base PSC se Serra for o presidente bicolor

À tarde de quinta-feira, 22, cheguei no CEJU (Centro Esportivo da Juventude) e encontrei Sérgio Serra, Maurício Ettinger e Marcelo Correa (irmão do Gui Peixoto) falando do futuro bicolor.
(Em campo, o sub-20 do Papão meteu 8 a 1 no Vila Rica)
Se Sérgio Serra for eleito presidente alviceleste, Maurício e Marcelo farão parte do grupo de apoio à base bicolor.
“Sou de diálogo e – se for eleito – tenho um grupo que me ajudará a administrar o Paysandu”, revelou Serra.
Sergio Tadeu Ferreira Serra, 45, engenheiro eletricista da ELETRONORTE e professor do Centro Tecnológico do Pará, revelou ao blog que tem se disponibilizado a ter um período sabático para ver, estudar e analisar os grandes clubes do futebol brasileiro e que a Chapecoense foi a que mais lhe chamou a atenção.
Fez-me revelações importantes como a contratação de um jornalista de representatividade para comandar o setor de imprensa do clube; embora difícil, mas tentar profissionalizar o departamento médico da Curuzu; com seus diretores analisar a importância de um executivo de futebol; é favorável ao diálogo com o grupo RBA, e entre ele o presidente Maia não há dissensão.
Eis o diálogo do repórter com o candidato a presidente bicolor Sérgio Serra.
MAIA E SERRA
Primeiramente, entendo que o vice-presidente não tem que causar problemas ao presidente. É o primeiro entendimento que eu tenho. O meu comportamento junto ao Wandick e repito junto ao Maia é de sempre estar à disposição para colaborar, participar e quando questionado emitir opinião e sempre eu fiz isso. É este o meu comportamento. Quando há necessidade de emitir ideia eu sempre correspondi. O meu relacionamento com Alberto Maia é salutar. Ele sempre ligou para mim. Não tem essa história de mal-estar entre nós. Eu estou com o foco no futuro. Isso é planejamento. É respeito à instituição.
PERÍODO SABÁTICO
É por aí! Eu sempre procurei estudar. Sempre fui atrás de conhecimento. Sou sedento por informação. E o futebol não é diferente e não pode ser feito por intuição. Exige estudos, também. É necessário estudar porque nós estamos muito distantes. O futebol tem muita gente trabalhando porque envolve muito dinheiro. Eu tenho pego avião, vou ao sul, sudeste, interior de São Paulo e visto conceitos e pujanças sobre futebol e tenho feito o que sempre fiz na minha vida que é aprender para depois exercer.
OS MÉDICOS “BIQUEIROS”
A profissionalização é inevitável no Paysandu. O futebol pede isso. É claro que a gente não tem volume financeiro para que seja feito uma escalada de profissionalização da forma como a gente gostaria, mas a gente tem que começar, e em particular sobre esta sua observação do departamento médico me chamou muito atenção o que eu vi na Chapecoense porque há um modelo que achei legal. Lá os médicos são profissionais do clube. Eles vivem o clube intensamente. Eles conseguiram fechar uma equação financeira que satisfaz tanto o profissional como atende os anseios do clube. A gente vai ter que procurar este caminho. Não é soberba. É responsabilidade.
EXECUTIVO DE FUTEBOL
Eu expliquei ao Alex Brasil, quando chegou no Paysandu, o que é o campeonato paraense. Eu disse a ele que na Curuzu há dois que conhecem muito o futebol paraense: Rogerinho e Wanderson. Quando você traz alguém de fora, você tem que colocá-lo no contexto das nossas características. Essa figura do executivo de futebol merece um debate muito amplo. Os não profissionais são os dirigentes, os outros todos envolvidos são profissionais. O mundo da bola pede hoje a figura do executivo de futebol que viva às 24h dentro do clube, que respire o campeonato de futebol. Eu não vou ter essa condição. Nós temos o prazer de dizer que o Maia vive às 24h do Paysandu. Os sócios deram essa condição ao presidente. Eu não terei este tempo. Eu tenho que ter equipe compromissada e profissionais. Não tem jeito a gente tem que caminhar neste sentido.
PSC X RBA
Estamos falando de duas instituições muito forte. Eu sou uma pessoa de construção. De acreditar no diálogo. Eu acredito muito em conversar. Eu continuo acreditando neste caminho.
JORNALISTA COM REPRESENTATIVIDADE
Eu sou do recato. Não me verás falando muito…não vais me ver falando muito. Eu, às vezes, gosto da solidão e curtir minha solidão. Se der tudo certo nas eleições, vocês me verão passando as mensagens, mas depois saiu de cena e entra meus diretores e minha assessoria de comunicação…ninguém está desmerecendo ninguém, mas é natural que ocorrerão mudanças, renovação na forma de pensar. Eu entendo que a gente precisa de uma maior representatividade e a gente buscará este caminho.
A BASE
Você está me vendo aqui, mas ao meu lado estão dois caras (Marcelo Correa Souza (Grupo Horizonte) e Maurício Ettinger) e eles vão trabalhar comigo na base e são gente nova (É o “furo”). Eles são apaixonados por esporte e sempre estiveram do meu lado.
Marcelo Correa Souza é irmão do empresário Gui Peixoto, e Maurício Ettinger é membro do conselho de finanças do Paysandu.
Ao final da entrevista Serra fez questão de dizer: “Só fui candidato porque o Elmar Saúde se comprometeu a estar à frente das finanças do Paysandu. ”
É o que há!

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SAUDADES, APAIXONADOS E INTOLERANTES

Manoel Ribeiro me revelou que convocará CONDEL para reunião na próxima quinta-feira, 29.
Presidente do CONDEL remista espera pela presença do presidente do CODIR para lhe comunicar sobre proposta do CONFIS – Conselho Fiscal.
Diretoria do Paysandu reúne e decide comprar horário em rádio FM para levar ao ar programa diário divulgando os fatos do dia a dia do clube.
Mas de todos os fatos que me chegaram à agenda, um está me martelando os miolos pronunciado pelo ótimo narrador esportivo Ronaldo Porto.
“Estou com saudades de dirigentes como Miguel Pinho, Nabor, Antônio Couceiro, Raul Aguilera, João Braga de Farias Junior, Raimundo Ribeiro e eu não falo no meu irmão…Esses homens fizeram muito pelos clubes e tinham um bom relacionamento com a imprensa”, disse o “40 Graus” em programa de segunda-feira, 19, à noite da Rádio Clube.
Ronaldo Porto tem razão em parte: muitos desses homens alisaram em Remo e Paysandu porque em momentos de apuros financeiros das “locomotivas” eles metiam a mão no bolso e pagavam funcionários e atletas.
No início da década de 90, eu fui testemunha de como Miguel Pinho chegava à Curuzu com uma sacola de serrapilheira teitei de dinheiro e, após coletivo, gritava: “Nad e Ademilton façam a fila que eu vou pagar vocês. ” Ordem dada, ordem executada.
E ao final do pagamento dos jogadores e funcionários da Curuzu, Miguel determinava: “Chama a ‘carceragem. ’”
Em 1993 Remo e Paysandu travaram uma “guerra” pela contratação do meia Dema, da Tuna Tuna Luso Brasileira.
À época, Ribeiro colocou 100 mil cruzeiros sobre a mesa da sala da presidência azulina, na sede, e chamou a imprensa e desafiou a cartolagem bicolor. O Remo contratou Dema.
Os reflexos desses arroubos de abnegações estão estampados hoje nas dívidas estratosféricas de Clube do Remo e Paysandu junto à União.
Remo, R$ 11 milhões de reais; Paysandu, 8 milhões de reais.
Muitos desses dirigentes preferiam pagar funcionários e jogadores a impostos.
Imposto de Renda retido na fonte dos funcionários não eram pagos; PIS sobre folhas de pagamentos não eram recolhidos; Imposto Previdenciário de serviços de terceiros, e o FGTS junto à Caixa Econômica Federal. Ainda acontece em clubes essas irregularidades.
Com o advento da Medida Provisória 671, de 18 de março de 2015, modificando os artigos 26 e 28 da Lei 9.615, de 24 de março de 1998, o governo federal criou o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro – PROFUT que obriga os clubes quitarem débitos e responsabiliza dirigentes por irregularidades administrativas.
Os clubes devem ter dotações orçamentárias para manter, em dia, direitos trabalhistas de jogadores e funcionários. 300 mil reais/mês é quanto o Paysandu paga de impostos. Um empresário me disse: “Hoje, no Brasil, uma das coisas mais caras para o empresário é a folha de pagamento dos funcionários. ”
Reconheço e respeito as formas como esses homens abriram seus corações e derramaram “burras” de dinheiro em Remo e Paysandu, mas, por assim dizer, praticaram “caridades” pela metade.
No Paysandu da Novos Rumos há intolerâncias? Há! Mas isso me faz lembrar uma passagem da obra “Unidos do Outro Mundo” (Estação Brasil), a ficção de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, (Ex-Globo): “Pessoas apaixonadas e inteligentes são aquelas que rotulo como intolerantes que sempre querem fazer algo com qualidade a qualquer custo”. É o Paysandu de hoje.
Os tempos são outros e os homens têm que acompanhar a evolução. Às instituições, que são merecedoras do nosso respeito, têm que ter a clarividência de Steve Jobs. Caso contrário, não sobreviverão.
É o que há!

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VITÓRIA DO DEPARTAMENTO JURÍDICO DO PSC

Advogados A. Pires e A. Maciel sempre atentos à defesa jurídica PSC

HENRIQUE LOBATO RECONHECE DECISÃO DO TST SOBRE CLÁUSULA PENAL

Havia 7 anos que o jogador JOSÉ PAULO FONSECA JUNIOR, “Paulinho Belém”, cobrava direitos trabalhistas do Paysandu Sport Club, primeiro no TRT-PA e depois no TST-BSB.
O que deixava a atual diretoria bicolor preocupada era a questão que o vitorioso advogado Henrique Lobato defendia Paulinho e exigia a cláusula penal, à época do início do processo, avaliada em R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais).
Passados sete anos, a cláusula penal, somados juros, chegaria a R$ 1,5 mi (um milhão e quinhentos mil reais).
“Paulinho Belém” assinou contrato com o futsal bicolor de 9 de julho de 2008 a 30 de novembro de 2011, ganhando R$ 3.000,00/mês (três mil reais), mas o atleta não recebia vencimentos e rescindiu com o clube em julho de 2009. O caso chegou no TRT-PA.
Juiz de primeiro grau do TRT-PA julgou procedentes direitos trabalhistas do atleta, mas improcedente a multa rescisória de R$ 500 mil reais.
Henrique Lobato recorreu para o pleno e este acolheu recurso do atleta e condena o Paysandu a pagar, além de salários retidos, férias, FGTS e décimo terceiro salário, a multa de 500 mil reais.
Departamento jurídico do Papão interpôs recurso de revista ao TST-Brasília e no dia 14 de setembro de 2016, o ministro DOUGLAS ALENCAR RODRIGUES, como relator do processo, exarou despacho e que este blog publica excerto principal com exclusividade.
“…nesses termos que a cláusula penal prevista no artigo 28 da Lei 9615/98, não pode ser aplicada em benefício do atleta profissional, não há o que se complementar o valor da indenização prevista no artigo 479 da CLT. ”
O blog conversou com o advogado Henrique Lobato, que defendeu “Paulinho Belém, e revelou que “o TST já firmou entendimento que atletas não têm direito a cláusula penal”.
Paysandu deverá pagar ao ex-atleta a importância de R$ 90 mil reais de direitos trabalhistas.
Com atuação brilhante, finalmente, departamento jurídico do Papão ganhou uma do ótimo advogado Henrique Lobato.
É o que há!

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“A DOCUMENTAÇÃO É CONTUNDENTE”

“Eu fiz campanha para ele. Eu votei nele. Arranjei voto. Vesti a camisa, mas quando presidente mudou e brigou com todos que o apoiaram e está sozinho e não tem dinheiro. ”
“A partir do momento que ele desviou o seu foco daquilo que ele proclamou na campanha, eu comecei a me afastar, mas tentei conversar com ele, mas, na prática, não me deu ouvidos. ”
“Como guardião do estatuto tive que enquadrá-lo naquilo que está errado. Mas, agora, não depende de mim. O problema está com o CONDEL. ”
“Ele teve atitudes corretas e de coragem: mexeu no atual quadro de funcionários com gente que pensava que por que tem muito tempo no clube era dono, e ele mandou embora; tirou de dentro do Baenão a imprensa. É como se você estivesse na sua casa e um espião na sua cozinha, vendo o que você está comendo. Àquela senhora que morava na área do carrossel morreu e ele aproveitou o momento…Ele teve méritos, mas peca na forma de gestão. ”
“O Remo paga o Remo com seus próprios recibos timbrados. ”
“O Paysandu é o que é hoje porque lá tem um Elmar Saúde, que é ex-bancário, honesto e competente. ”
“O Clube do Remo precisa de gente que entre, no mínimo, com aporte de 3 milhões de reais. Não tem! Principalmente o presidente um ilustre desconhecido e todas as pessoas que poderiam ajudar lhe viraram as costas, talvez, pela soberba. Sem dinheiro o que ele vai fazer? ”
“Colocou no Remo um monte de gente nova que não sabe para onde o Clube vai. ”
”O cara que vai receber do Remo não leva nenhum documento e isso não é o padrão contábil exigido. ”
“A legislação enquadra o não recolhimento de impostos como apropriação indébita, porque na verdade quem paga é o jogador. Na verdade, o Cube do Remo vende o almoço para comprar a janta. Isso é errado? É errado, porque o clube tem que trabalhar sobre um orçamento. ”
“O Remo não tem dinheiro para cobrir todas as suas despesas. Simplesmente, rolam às dívidas. ”
“Emitir recibo, fazer pagamentos, não é a função da NAÇÃO AZUL. Ela é tratada como um apêndice do Remo, quando não é. Todo dinheiro que entra na NAÇÃO AZUL teria que entrar na tesouraria do Clube. A NAÇÃO AZUL não é tesouraria do Clube. Neste questionamento, o CODIR fez a correção. Hoje não é mais feito isso. ”
Por ter sido por muito tempo bancário, hoje aposentado, Heitor Freitas Filho, 62, tem conhecimento de causa e é o presidente do Conselho Fiscal do Clube do Remo, que na segunda-feira, 19, convocou Fábio Cebolão (secretário), Orlando Ruffeil, Antônio Marçal e Raimundo Sodré (membros) para uma importante decisão: o pedido de afastamento do presidente do CODIR por gestão temerária.
Colocado em votação (4 a 1), foi expedido ofício ao presidente do CONDEL, Manoel Ribeiro, pedindo o afastamento do presidente do CODIR por gestão temerária.
“Fiz meu dever e obrigação, agora está nas mãos dos conselheiros. O CONFIS hoje atua, cobra, recomenda, convoca, e só quem pode me tirar do CONFIS é o pleno do CONDEL. Não tem escapatória: a documentação que a gente tem é, realmente, contundente. ”
NA VARA DO BATISTA
No final da manhã de segunda-feira, 19, dois oficiais de justiça chegaram à sede com mandado de bloqueio de rendas: uma, de juiz de Porto Alegre determinando que o Remo entregasse 350 mil reais para pagar o ex-goleiro Danrlei.
Um outro representante da justiça paraense, chegou com ordem de juiz cível que manda que o clube pague 107 mil reais à TOTAL INGRESSOS.
Os dois oficiais cheiraram a “vara do batista”, como diz Carlos Magno!
É o que há!

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COITADO DO CLUBE DO REMO

Pode parecer que não, mas é a pura realidade.
Pense: com adventos de executivos para cuidar das contratações de jogadores, os departamentos de futebol das “locomotivas” passaram a ser, indiretamente, “terceirizados”.
Coitado do Remo até dezembro, mas o camafeu está bem!
Os “cardeais” azulinos deram um cheque em branco a um aventureiro que de forma dissimulada pratica atos ilegais como expressa o RELATÓRIO DO MOVIMENTO FINANCEIRO DE FEVEREIRO DE 2016 demonstrado pelo Conselho Fiscal do Clube do Remo e que este blog publica.
São sete (7) páginas, e eis os excertos de cada item:
1 – ATENDIMENTO AS NORMAS CONTABÉIS: Como no mês anterior, não existem no movimento apresentado as respectivas partidas contábeis… A contabilização continua sendo realizada sem a separação por atividades econômicas e por atividade esportiva de modo distinto das atividades sociais e recreativas como previsto e exigido na Lei 13.155/2015.
2 – DOCUMENTOS COMPROBATÓRIOS DE DESPESAS: Os documentos encontram-se arquivados de forma inadequada, que representa grande risco de extravio e modificação de seu conteúdo…Despesas com fornecimento de refeição sem a identificação dos beneficiários…várias despesas estão comprovadas de forma irregular…e assinaturas não identificadas.
3 – FALTA DE RECOLHIMENTO PREVIDENCIÁRIO: …em janeiro houve pagamento de salários, com desconto de INSS dos funcionários sem o devido recolhimento até esta data…FGTS também não fora recolhido até esta data apesar de provisionado.
4 – FALTA DE RECOLHIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS: O clube não efetuou a retenção para posterior recolhimento aos cofres públicos do percentual de 5% em favor do ISS incidentes sobre serviços prestados por pessoas físicas…
5 – PAGAMENTO DE VALE TRANSPORTE EM ESPÉCIE: O clube paga este benefício em espécie o que enseja a incidência de todos os encargos previdenciários e trabalhistas pois é incorporado ao salário.
6 – PROGRAMA NAÇÃO AZUL: …há vários recibos da NAÇÃO AZUL figurando como fonte pagadora do Clube. O programa NAÇÃO AZUL não possui personalidade jurídica, na verdade desempenha a função de tesouraria do Remo… tal prática fere as normas estatutárias do Clube do Remo.
7 – IRREGULARIDADES EM LANÇAMENTOS CONTÁBEIS: Pagamento de mil reais a título de adiantamento para ocorrer despesas com eleição, não prestado contas no decorrer do mês…várias despesas, inclusive de quantias consideráveis não estão comprovadas com documentos legais…Recibo emitido pelo CR pagando o próprio CR….com isso demonstra a existência de mais um caixa no clube…A NAÇÃO AZUL paga funcionários da MCubos.
8 – PAGAMENTO DE ADIANTAMENTO A FUNCIONÁRIOS: de adiantamento de salários comprovados por recibos simples, quando deveria ser através de recibos padronizados.
9 – FOLHA DE PAGAMENTO DO DEFUT: Não consta na documentação referente a janeiro pagamento ou provisionamento das despesas com salários dos funcionários do departamento profissional e futebol de base…
10 –SAQUE NA CEF: No valor de 900 reais pelo diretor financeiro junto à CEF, sem registro de entrada na contabilidade.
11 – MCUBOS: Não estão contabilizadas várias despesas pagas diretamente pela MCubos. Empréstimo de 300 mil reais sem registro contábil e sem autorização do CONDEL.
12 – UTILIZAÇÃO ATUAL DO SISTEMA IMPLANTADO: O sistema de contabilidade do CR é falho e não atende as necessidades e exigências previstas no estatuto.
E ao final, o CONFIS sugere: Aprimoramento e melhorias no sistema atual utilizado visando corrigir suas falhas; Adoção de Caixa único; Arquivamento dos documentos de forma a evitar perdas ou extravios de documentos.
Assinam: Heitor (presidente), Fábio Cebolão (secretário) e membros do conselho fiscal: Raimundo Sodré, Orlando Ruffeil e Antônio Marçal Filho.
Este é o Remo! Coitado!
É o que há!

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